Romeu Corsini, pioneiro do estudo do álccol, foi meu orientador na USP São Carlos

Li com tristeza a notícia do falecimento do Engenheiro Romeu Corsini com 93 anos. Ele que criou o curso de engenharia aeronáutica na USP de São Carlos, na qual me formei há 20 anos. Ele me orientou na Iniciação Científica com a Fapesp. Somente hoje tenho a dimensão da importância da pequena sementinha que ajudei ele a plantar. Na época fui responsável por calcular a estrutura da aeronave movida a álcool que ele projetou para uso agrícola. Foi um ano de convivência. Lembro-me até hoje quando ele falava “pegue a régua de cálculo” para conferir alguma conta. Ele ainda chamava de régua de cálculo a calculadora. Ele já tinha 70 anos. Na época já fiz as simulações em computador, mas que eram processadas em cartões de picotar. Há alguns anos li a notícia de que o avião havia virado realidade e já voava, realizando trabalhos para aplicação de defensores agrícolas. Hoje em homenagem a ele, os jornais o chamam de pioneiro do álcool para aviação.  Uma carreira bonita e produtiva. Que bom ter feito parte de um pedacinho desta conquista!

2 Comentários

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2 Respostas para “Romeu Corsini, pioneiro do estudo do álccol, foi meu orientador na USP São Carlos

  1. Daniela,

    Há 20 anos eu fazia parte de sua turma na EESC
    e acompanhei o nascimento da área de aeronaves
    e o entusiasmo dos alunos que faziam aquela “ênfase”.

    Se puder por favor entre em contato.

  2. Ícaro

    Olá.

    Já havia ouvido falar de Romeu Corsini, mas não sabia de sua importância para a aviação brasileira. O Brasil perdeu um grande gênio.

    Acho que a aviação no Brasil poderia estar em um patamar mais desenvolvido do que é hoje. Sonho que um dia teremos uma linha de aeronaves populares à venda, realmente seguindo o sonho de Santos Dumont.

    O primeiro passo porém, começa pela educação onde devemos formar mais profissionais na área.

    Minha família está há mais de 70 na aviação. Meu bisavô foi um dos primeiros instrutores de vôo em Angola, na década de 30.

    Meu pai, engenheiro-mecânico, Imigrou para o Brasil em 77 devido a Guerra Civil. Aqui, fez carreira na Varig, assim como um de meus tios.

    Meu primeiro emprego foi na Varig-Log, onde atuei como executivo de contas.

    Torço para um futuro próspero para o Brasil nesta área.

    Abs.

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