Falhas no Enem 2010

Hoje foi amplamente anunciado nos jornais o transtorno causado pelas falhas no material das provas do Enem, causando enormes prejuízos aos estudantes, à imagem dos organizadores e da gráfica contratada para executar o trabalho. Conhecemos de longa data a RR Donnelley, pois imprimimos muitos de nossos livros nesta excelente empresa. Entretanto, os problemas existiram por um erro na concepção do projeto. Bastaria ao Inep ter contratado uma editora acostumada a trabalhar com material técnico-científico para que os problemas fossem facilmente evitados. O edital incluiu a diagramação nos serviços de gráfica, o que é um erro também. Desde a revisão dos originais, a diagramação, checagem das provas de pré-impressão etc., ou seja, todo o processo editorial se estivesse a cargo de uma editora, esta somente aprovaria para impressão o material que estivesse devidamente conferido e reconferido pelos profissionais competentes para tal função. O sigilo seria mantido por meio de contrato. Um profissional do Inep poderia acompanhar da mesma forma todo o processo, mas estaria sendo amparado por profissionais habilitados para o trabalho. É uma pena que todo o trabalho que imagno que tiveram fica manchado por erros banais, como caderno montado errado, erro de grafia “as homens” etc. Como diria o Boris Casoy “É uma vergonha!”.

2 Comentários

Arquivado em Notícias

2 Respostas para “Falhas no Enem 2010

  1. Ícaro

    Olá Daniela.

    Concordo com sua opnião, exceto neste ponto:

    “Conhecemos de longa data a RR Donnelley, pois imprimimos muitos de nossos livros nesta excelente empresa. Entretanto, os problemas existiram por um erro na concepção do projeto. Bastaria ao Inep ter contratado uma editora acostumada a trabalhar com material técnico-científico para que os problemas fossem facilmente evitados.”

    Se a RR Donnelley se propôs a fazer tal tarefa, é porque sabia das dificuldades logísticas que iria enfrentar, senão não seria prudente da parte dela.

    O que aconteceu, revelou falta de preparo em algum aspecto chave da produção. Como bem dissestes, alguns erros foram banais, mas devido a importância do ENEM acabaram por tomar dimensões internacionais.

    Gosto de usar um exemplo ocorrido na indústria automotiva, para ilustrar o caminho que deveria ter sido seguido:

    Quando a Porsche estava à beira da falência em 2000, alguns de seus executivos proporam a criação de uma linha de SUV´S com o objetivo de agradar ao mercado dos EUA, que à época detinha mais de 70% das vendas.

    Como não tinha experiência neste tipo de veículo, procurou a VW, que gostou da idéia e passou a desenvolver em conjuto uma plataforma comum.

    Vários SUV´s americanos como a Grand Cherokee (à época já fabricada na Áustria) foram usados em experiências, onde suas qualidades e defeitos eram identificados e correções eram feitas na plataforma que estava sendo desenvolvida.

    Em resumo, cerca de 4 anos depois, eram lançadas a Porsche Cayenne, VW Touareg e Audi Q7, que embora sejam carros distintos em mecânica, possuem a mesma plataforma.

    Para a Porsche, foi a salvação da falência.

    Tivesse a RR Donnelley procurado empresas/profissionais com experiência na área, os erros não teriam acontecido.

    Abs!

  2. Helena Mendes

    Oi Dani,
    Muito apropriado seu comentário!Realmente, essa poderia ter sido a solução.
    Att.
    Helena Mendes

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