Pensar é tão importante quanto respirar

Lendo o artigo de hoje no Estadão “A enxurrada de enganosas grandes ideias” de Neal Gabler do The New York Times, e parando para pensar alguns minutos podemos depreender o quão é verdadeiro para muitos dar conta da enxurrada de informações que recebemos e buscamos todos os dias. Entretanto, o quanto precisamos delas e o quanto realmente aprendemos? O processo criativo exige um “sossego da mente”, se concentrar e colocar nosso esforço criativo em ação é um desafio hoje em dia. Para mim criar, ter ideias, ler e escrever, precisam de um ambiente e um fechar dos olhos e sentidos para o que está acontecendo lá fora. Quantas vezes somos interrompidos pelo celular, por e-mails urgentes, pelas noticias nos diversos meios, impresso e eletrônico? Estas distrações acabam empurrando estes momentos para depois. Lembro-me da época que ainda não era comum o uso do celular. Logo que passei no vestibular da USP para engenharia em São Carlos. Eu estava bem empregada e poderia cursar engenharia a noite em SP em outra faculdade que eu havia passado. Fui até São Carlos fazer a matrícula e na volta, durante a viagem de ônibus, falei a mim mesma: quando pisar em São Paulo terei decidido se faço USP ou se continuo trabalhando. Isto sem tirar a pressão da minha mãe que queria que eu trabalhasse em vez de estudar. Lembro-me claramente do pensamento que tive e que me fez decidir: trabalhar eu iria a vida toda, mas quantas vezes eu teria chance de estudar na USP? Decidi pela USP e no terceiro ano já me sustentava com iniciação científica e vendendo livros na Federal. Pensar consigo mesmo é muito importante para o amadurecimento. Penso em quanto os jovens têm oportunidade na era da informação de praticar este exercício. Será este um dos motivos pelos quais os jovens hoje estendem a adolescência, as vezes, até os 30 anos? Alguém sempre pensa por eles. Para o bem das minhas filhas não quero isto para elas. Vejo tantos pais acionando seus contatos em busca de um emprego para o fiho. Será que ele proprio não pode ir em busca? Mesmo que isto custe algum sofrimento, decepções e o necessário amadurecimento. Voltando ao artigo, ao final o autor diz “nós nos tornamos narcisistas da informação” no sentido que nossos interesses giram em torno de nosso circulos, aqueles amigos das redes sociais, onde expomos nossas atividades e onde digerimos as dos nossos contatos. Uma forma de distração do pensar? Como tudo na vida se utilizado de forma equilibrada é muito útil. Assim teremos sempre um tempinho para pensar!

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Arquivado em Histórias, internet

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