SOPA, PIPA, Apple e Luiza

A semana que passou foi recheada de notícias do mundo digital. Os projetos que tramitam no congresso americano contendo regras antipirataria mais rigorosas para sites americanos que divulgassem, permitissem acesso ou efetuassem transações com sites de outros países que praticam pirataria online, seriam responsabilizados. Dentro dos EUA já há leis regulando a pirataria interna. Os projetos regulamentariam sites com sede em outros países. Na terça passada os congressistas recuaram cedendo ao apelo da nova mídia, diga-se empresas de internet, parando o avanço de tal regulamentação. Quem quiser ler mais a respeito o link a seguir é esclarecedor: SOPA and PIPA controversy explained
Na última quinta-feira foi a vez da Apple que lançou o aplicativo Ibooks Author. Com ele qualquer um, autores, editoras etc. podem com poucos cliques criar um livro-texto interativo. Com um vídeo que apela ao emocional dos professores e estudantes a Apple transmite a mensagem: “morte aos livros-texto impressos”. Apela às escolas para que adotem a plataforma Mac e Ipad. A ferramenta parece ser fantástica, mas há controvérsias também. A Amazon já está sofrendo processos por plágio, pois facilitou a qualquer um o “upload” de conteúdo para venda, como agora a Apple pretende. O formato só é compatível aos gadgets da própria Apple. Restringindo o poder de escolha do consumidor pode não ser adotado em grande escala, mas com certeza fará escola e os concorrentes logo devem surgir com novos aplicativos compatíveis à outras plataformas.
Assim, podemos concluir que hoje mais do que nunca as mudanças vêm em ondas cada vez mais curtas, varrendo como tsunamis poderosos mercados inteiros.
Exemplos não faltam: quem diria que os smarthphones iriam afetar o mercado de canetas e relógios? Sim, as pessoas deixaram de precisar destes acessórios ou os utilizam em menor escala.
Por outro lado, o poder das notícias que se espalham em todas as midias, novas e velhas, atingem 100% do planeta em poucos dias. O caso da tal da Luiza é emblemático. Pessoalmente, não vi nenhuma das campanhas, nem a que a originou nem as demais que copiaram o nome, mas mesmo assim sei dizer como surgiu e para qual campanha. Parece que era para vender apartamentos, certo? Boa semana digital e real!

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Arquivado em Histórias, internet, leitura, livros, Notícias

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