A guerra do sushi e o sentimento de indignação

Os mais sábios aconselham a preocupar-nos apenas com o que podemos mudar. De que adianta criticar o mundo, a política, as guerras e outras mazelas se na maioria das vezes não podemos fazer nada a respeito? Difícil seguir este conselho.
Ao ler hoje o artigo do caderno Ilustríssima da Folha de SP, que fornece um excelente retrato do mal que pessoas colocadas em cargos-chave do governo podem fazer na calada da noite, um sentimento de indignação surge instantaneamente. Desde 2010 voltou a vigorar o arrendamento dos mares brasileiros à pesca predatória de atum e sabe-se lá quais outros pescados, que equipados com enormes embarcações pescam aqueles atuns enormes e desestabilizam todo o ecossistema. O que é pescado vai direto para o Japão e 10% da renda para o bolso do empresário brasileiro que tem contrato com os japoneses. Onde está o Greenpeace nestas horas para alertar o mundo desta atrocidade?
Enquanto eles não aparecem e, enquanto o governo não revoga tais contratos, que paradoxalmente é um artifício mais utilizado por países pobres africanos que precisam de dinheiro e não o tão aclamado e bem-sucedido Brasil, pelo menos esta é a imagem que tentam passar para os cidadãos e lá fora, sendo um país onde supostamente a economia esteja a pleno vapor, vou suprimir o consumo de atum pela minha família, tanto em casa, quanto nos restaurantes japoneses e contar a tal história para o maior número possível de pessoas!

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Arquivado em consumo, Histórias, internet, leitura, Notícias

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