A mãe e a culpa

Imagino que toda mãe deva ter sentimento de culpa vez por outra ao deixar seus filhos para trabalhar, ter um momento seu, nos momentos de lazer e também para se permitir namorar o pai destes mesmos filhos. Hoje para mim foi muito emblemático. Por uma hora ficaria longe da minha família para praticar um esporte aquático que gosto muito mas há alguns anos não me arriscava. Para minha surpresa o professor pegou o bote e começamos a nos afastar da praia. Pensei que ficaríamos à beira d’agua e as meninas poderiam participar. Enquanto a água batia na ponta da prancha não tive como não cometer o crime de ausência, pensando somente nelas e em meu marido conforme nos afastávamos da areia e eles iam ficando cada vez mais longe. Neste momento veio a vontade de escrever sobre mãe e culpa. Pensei, e agora? Já que estou aqui preciso me concentrar e aproveitar. Somente uma hora em um dia inteiro não é nada. No fim foi uma delícia e pude rememorar junto ao mar e à natureza o prazer de subir em uma prancha de wind surf um pouco. Quando voltei brinquei com as meninas no mar e tudo voltou ao normal. Acredito também que devemos encontrar um equilíbrio entre o domínio do sentimento de culpa e saber identificar quando não passa de se fazer imprescindível o tempo todo. Para quem quer saber mais um pouco sobre o que é o crime de ausência indico ler o “código penal celeste” de Nilton Bonder, o mesmo autor de “a alma imoral”.

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