A autoria superlativa em tempos de autopublicação cibernética

As plataformas de autopublicação não são uma novidade. Lulu foi uma das pioneiras. Atua desde 2002.

http://www.lulu.com

Aqui no Brasil começaram a surgir no final da década, 2008, 2009.

Mais recentemente ganharam maior Visibilidade devido ao sucesso de vendas de alguns autores que foram convidados a migrar para grandes editoras e tiveram suas obras publicadas em tiragens comerciais.

A maioria destas plataformas ressalta sempre a quantidade de obras em seu “catálogo”. Milhares, milhões no caso do Lulu, de obras à disposição dos leitores para encomendas sob demanda.

Para amenizar a falta de curadoria e da presença de uma equipe editorial para trabalhar o conteúdo nas diversas etapas envolvidas, oferecem uma vitrine de profissionais que, isoladamente, procuram resolver questões pontuais. Ora criar uma capa, ora fazer uma revisão de português, criar uma ilustração etc.

Se, por uma lado, tais plataformas resolvem o desejo do autor em se ver “publicado”, por outro, não permite que a obra receba todo o potencial de uma autoria amplificada por um time de especialistas presentes em uma editora. Ou seja, autopublicar um livro não siginifica que ele foi editado no sentido amplo da palavra.

Além das óbvias e conhecidas questões de qualidade dos conteúdos presentes em tais plataformas há o problema seríssimo de plágio e de violação da Lei de Direitos Autorais.

Em uma editora, ao trabalhar um conteúdo, durante o processo editorial, questões como imagens copiadas e trechos de obras copiadas são tratadas com o devido rigor. Muitas vezes em pesquisas de trechos das obras durante o processo de revisão encontra-se muito material copiado, inclusive de sites. Todas estas questões são retrabalhadas com os autores de uma forma que eles recebem a devida orientação sobre o que pode ou não ser feito em termos de Direitos Autorais.

Desde 2003 a Manole, por meio do selo Minha editora, atua no segmento de publicação de autores e projetos especiais, em formato de co-autoria. Assumimos um risco conjunto e, se a obra tem uma boa saída, a edição seguinte fica por conta de um dos selos comerciais da editora.

http://www.minhaeditora.com.br/index.php

Neste modelo, não abrimos mão da curadoria inicial, do desenho do projeto em conjunto com o autor na fase de idealização, muitas vezes ainda um sonho e, a partir daí, passamos a conjuntamente construir o projeto etapa por etapa, cuidando de cada detalhe editorial e, indo além, até de campanhas amplas de divulgação on e offline.

Nossos projetos estão na casa das centenas, mas cada um deles tem uma história especial e temos orgulho de ter participado da construção de cada narrativa.

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