Arquivo da categoria: consumo

A Opção pelo real: redes sociais de laços abstratos

Não há dúvidas sobre o avanço tecnológico permitido pelas redes sociais com aplicações em campos tão diversos como a educação, o empresarial e os movimentos sociais.
Entretanto, o potencial alienante, a super-exposição, a banalização do cotidiano, entre outras exacerbações, carecem de uma maior reflexão.
Será o tempo destinado aos posts, leitura e/ou escrita roubado de minutos preciosos de conversas olho no olho ou mesmo do necessário convívio com o vazio de si mesmo?
No meu caso fiz um teste e retirei tais redes dos dispositivos móveis e decidi não entrar por um tempo, o que já dura 2 semanas. O que faz lembrar a estratégia do Matt Cutts: se você quer algo o faça em 30 dias, seja emagrecer, escrever um livro etc. Há alguns vídeos dele nas palestras TED muito interessantes (link abaixo).
E quais os resultados so far: percebi que não fez falta alguma (com perdão aos posts interessantes dos meus amigos reais/virtuais), senti o meu cérebro “menos poluído”, o que para dar conta da leitura acumulada e da vontade de escrever é o ideal.
http://youtu.be/q_ccU9pBoDU

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Hanna Arendt e a “Crise na Educação” – reflexões muito atuais

Hanna Arendt foi uma filósofa em sua essência. Seus pensamentos percorreram áreas as mais diversas dentro do espectro complexo do ser humano em si e em suas relações com o mundo.

Em seu livro “Between past em future” apresenta um artigo sobre a crise na educação. A primeira edição do livro é de 1961. Incrível que não poderia ser mais atual. Nele ela discorre sobre como a educação das crianças no âmbito familiar refletem a realidade política do meio.

Sobre a crise de autoridade ela diz: “a autoridade foi descartada pelos adultos e isto só pode significar uma coisa: que os adultos se recusam a assumir responsabilidade pelo mundo para o qual trouxeram suas crianças.”

Mais adiante ela afirma que esta atitude dos adultos perante as crianças é como se a cada dia lavassem as mãos e dissessem aos pequenos: tente fazer o seu melhor, pois neste mundo nem mesmo nós sabemos o que fazer direito para lhes proporcionar um mundo mais seguro, mas somos inocentes em última instância.

Com mãe não posso ignorar estes pensamentos e refletir sobre o nosso papel de pais e como se responsabilizar sem ao mesmo tempo atuar como escudo à realidade do mundo. Proteger as crianças, mas deixá-las sofrer as consequências de escolhas responsáveis. O diálogo, o ouvir, o sentir, o carinho e a segurança que o afeto proporciona são a certeza de um ambiente de aprendizado mútuo. O exemplo dos pais e de todos com os quais as crianças convivem são atitudes cruciais que não garantem o futuro, mas fornecem referenciais para uma vida toda.

Uma criança não é um mini-adulto como bem compara Arendt. É um ser que chega a um mundo já pronto em que ele tem que descobrir como viver e sobreviver nele. O papel dos adultos é fundamental. Não pode ser relegado a terceiros.

Por outro lado, a atual sociedade do consumo que pressiona a mulher à maternidade e, ao mesmo tempo, à realização profissional e pessoal, pode ser muito angustiante para grande parte das mulheres que viveram sob a égide de uma família excessivamente protetora e que, em vez de ensinar, prefere evitar as agruras do enfrentamento das escolhas, do sofrimento consequente e da busca dos sonhos próprios e não os sonhos dos pais advindos das frustrações de uma vida de escolhas determinadas pela necessidade da realidade de outrora.

Recomendo a leitura das obras desta incrível filósofa e também o recente filme sobre ela. Para ver o filme vale ler antes o livro “Eichmann em Jerusalém”. Veja o trailer:

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O lápis de ponta e a máquina de escrever e como mudam as formas criativas

Na coluna do Ruy Castro há dois dias na Folha de SP:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/111590-o-lapis-de-ponta-perfeita.shtml

ele falou como ainda hoje se pode viver de apontar os lápis grafite. Várias profissões ainda o utilizam e consideram importante tê-los apontados. Contou a história de um profissional apontador americano. Deu como exemplo de quem os utiliza por aqui o Helio de Almeida, diretor de arte. Sorri ao ler, pois várias vezes estive com o Helio e vi aquelas mãos criativas desenhando linhas no papel com lápis muito bem apontados, dos mais variados calibres.

Em tempos de gadgets que prometem substituir a prancheta como não lembrar também dos textos que digitamos nestes aparelhos, PC, laptop, tablet, smartphone etc. Não faz muito tempo, mas foi no século passado, as máquinas de escrever tinham a utilidade de colocar tinta no papel, a partir das teclas, que não são muito diferentes dos atuais keyboards. No meu primeiro emprego antes da faculdade ainda tiver que passar por um teste de datilografia, já naquelas modernas máquinas onde era possível corrigir os erros e até mudar de cor. Talvez por isso ainda digite rápido e com mais de um dedo.

Para quem gosta de ver estas contradições em ação, passado, presente e futuro das letras recomendo o filme “The words” ou “As palavras” com Bradley Cooper, que passou no cinema ano passado. Veja o trailer:

Como ter certeza que um manuscrito antigo, datilografado, ainda não havia sido publicado em formato de livro? Ainda não havia e-mail, pen drive, computador pessoal, mas com certeza mimiógrafo e imprensa. Talvez o personagem tivesse dado um Google em trechos do livro e não tivesse encontrado nada. Aliás, como será que o que  fazemos hoje com o Google será visto pelas gerações futuras?

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Educação em debate no pós-carnaval

Esta semana dois artigos interessantes propuseram o debate sobre questões atuais da educação brasileira. O primeiro publicado por Luiz Guilherme Piva em Tendências/debates da Folha de SP na quarta, dia 13, onde aponta duas questões, a primeira em torno da progressão continuada no âmbito do ensino básico e, a segunda, a proliferação de instituições de ensino superior de qualidade duvidosa http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/93552-educacao-tambem-como-melhoria-social.shtml.

Na opinião de Piva, mesmo sujeitas a críticas, as duas iniciativas colaboram com a melhora da realidade social. Sem dúvida,  o caminho para a construção de uma base sólida de crescimento do país passa necessariamente e primordialmente pela educação. Os programas sociais devem necessariamente ser atrelados ao compromisso dos cidadãos para que seus filhos frequentem a escola desde a mais tenra idade até, idealmente, o ensino superior e ainda que estes filhos, quando inseridos no mercado de trabalho, dediquem-se a educação continuada ao longo da vida.

Para entender o que significa a progressão continuada, vale a pena ler o artigo de Daniel Bergamasco na Veja São Paulo de hoje “A bomba está voltando”. Nele entende-se a intenção inicial de tal sistema, que previa avaliar o aluno em um período mais longo que um ano. A reprovação acontece no 5o ou 9o anos. O que não se previu foram algumas consequências ruins deste sistema, como a desmotivação por parte dos alunos mais dedicados e a formação precária da maioria deles, causando péssimas avaliações nos exames de ensino e muita deficiência no desempenho do aluno. Haja visto os resultados dos exames de português e matemática mais recentes. O novo Secretário da Educação do município Cesar Callegari pretende rever este sistema, incluindo a avaliação também no 3o ano, além de outras medidas de suporte a esta. Melhorias são sempre bem-vindas.

Em relação ao ensino superior, um longo caminho ainda tem que ser percorrido. O crescimento majoritário das instituições deu-se pela iniciativa privada. Se, por um lado, temos uma grande massa de pessoas ingressando neste ensino, devido ao crescimento da classe média, de outro, há ainda muita evasão, cursos precários e formados sem uma bagagem adequada. Como exemplo dos perigos de tal expansão desordenada estão os cursos de medicina, cujas faculdades precisam de hospitais para cumprir grande parte do currículo. Neste sentido, há alguns anos, a Associação Médica Brasileira, promoveu um debate intitulado “O futuro das escolas médicas no Brasil”.

Debater é preciso, apontar caminhos também e no campo da ação que cada um faça a sua parte, principalmente os governantes eleitos pelo povo.

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As empregadas domésticas, entre a profissionalização e a informalidade

Coincidentente, nos últimos dias alguns artigos sobre o assunto chamaram a atenção. Insiro os links a seguir para que possam ler.

O que nenhum deles aborda é o quão ainda é informal este mercado. Neste momento estou procurando uma pessoa para substituir uma funcionária que ficou na minha casa por 8 anos. Quando chegou nunca havia trabalhado (emigrou da roça do Paraná, abandonada pelo marido alcóolatra, com seus 3 filhos pequenos. Em São Paulo foi morar próxima aos irmãos que não a ajudaram). Aprendeu a fazer de tudo. Estudou, criou os filhos, realizou alguns sonhos de consumo. Só não conseguiu poupar apesar da nossa insistência e incentivo. Recentemente, por problemas pessoais, dentre eles, a mãe doente e um homem que conheceu e foi morar na casa dela ordenando-a a não trabalhar mais, acabou pedindo demissão. Tenho feito diversas entrevistas, por meio de agências ou indicações e posso dizer que me assusta o fato de 90% delas não possuir registro em carteira. o que tornam as estatísticas apresentadas no artigo de Samuel Pêssoa subestimadas. É comum também em salões de beleza conceituados em São Paulo, inclusive grandes redes, as manicures não terem registro em carteira e nem tão pouco seguro-saúde. Se adoecem ou têem filhos ficam sem remuneração. O que será que falta? Talvez maior fiscalização e também consciência destas trabalhadoras para que exijam no mínimo serem registradas.

Vamos chegar ao dia em que será inviável ter funcionárias domésticas, mas o que acontece hoje é que muitas se aproveitam do fato de que há toda uma geração de mulheres que nunca foram para a cozinha, nem lavaram banheiro ou lavaram e passaram suas próprias roupas, o que dirá administrar uma casa, fazer compras ou cuidar dos filhos. Pensar que é possível “terceirizar” estas funções é querer ser enganada. Só pode ensinar quem saber fazer. Só pode pedir ou orientar quem já faz ou se incumbiu das mesmas funções. Quando o assunto são filhos é mais delicado ainda, pois o risco de deixar os filhos a cargo de estranhos a maior parte do tempo é deixar de viver a maternidade/paternidade com todas suas alegrias e agruras, mesmo que ao final do dia somadas às horas de trabalho estejamos exaustos.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/90364-nossos-filhos-sem-domesticas.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/90778-o-emprego-domestico-no-brasil.shtml

http://www.forbes.com/sites/kenrapoza/2013/01/22/brazils-poor-middle-class-and-the-poor-that-no-longer-serve-them/

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A guerra do sushi e o sentimento de indignação

Os mais sábios aconselham a preocupar-nos apenas com o que podemos mudar. De que adianta criticar o mundo, a política, as guerras e outras mazelas se na maioria das vezes não podemos fazer nada a respeito? Difícil seguir este conselho.
Ao ler hoje o artigo do caderno Ilustríssima da Folha de SP, que fornece um excelente retrato do mal que pessoas colocadas em cargos-chave do governo podem fazer na calada da noite, um sentimento de indignação surge instantaneamente. Desde 2010 voltou a vigorar o arrendamento dos mares brasileiros à pesca predatória de atum e sabe-se lá quais outros pescados, que equipados com enormes embarcações pescam aqueles atuns enormes e desestabilizam todo o ecossistema. O que é pescado vai direto para o Japão e 10% da renda para o bolso do empresário brasileiro que tem contrato com os japoneses. Onde está o Greenpeace nestas horas para alertar o mundo desta atrocidade?
Enquanto eles não aparecem e, enquanto o governo não revoga tais contratos, que paradoxalmente é um artifício mais utilizado por países pobres africanos que precisam de dinheiro e não o tão aclamado e bem-sucedido Brasil, pelo menos esta é a imagem que tentam passar para os cidadãos e lá fora, sendo um país onde supostamente a economia esteja a pleno vapor, vou suprimir o consumo de atum pela minha família, tanto em casa, quanto nos restaurantes japoneses e contar a tal história para o maior número possível de pessoas!

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A criatividade como desafio na conectividade do mundo pós-moderno

As massas impelem, as empresas investem alto em campanhas de marketing, as “tribos” preconizam, a hierarquia empresarial impõe, o consumo desenfreado estimula: permaneçam conectados, ligados às telas, respondam às mensagens, twittes, e-mails, discussões em grupo etc. em tempo real, em minutos, chega a ser uma etiqueta da rede.

Será possível criar neste ambiente? Pensar, organizar pensamentos, ideias em um mundo altamente conectado em que o indivíduo vê-se quase obrigado a ser interrompido ou interromper propositadamente qualquer tarefa para provar ao mundo que continua ali, a postos para interagir a qualquer demanda?

Powers em o “Blackberry de Hamlet” citando estudos afirma que cada vez que abandonamos uma tarefa mental para responder a uma interrupção leva-se de 10 a 20 vezes o tempo da interrupção para recuperar a atenção à tarefa inicial. Sendo que muitos de nós, quando interrompidos, vamos a outras tarefas, alongando ainda mais, quando não procrastinando a tarefa inicial que desenvolvia-se em nossa mente.

Recentemente estive na Feira do Livro de Londres e, invariavelmente, ao começar qualquer reunião, que são agendadas meses antes e ocorrem a cada meia hora, em diferentes estandes, em um ritmo frenético, a saudação inicial, aquela feita para criar um diálogo inicial com uma pessoa nova ou há muitos meses sendo contatada apenas por e-mail, era “busy fair so far?”. Estar ocupado o identifica com o outro, como um carimbo em sua identidade. Algo contra o qual não há o que fazer, como uma doença crônica, simplesmente acostumamos, adaptamos, usamos remédios paliativos, como de vez em quando tirar uma semana de férias e, apesar de cuidadosamente, deixar uma resposta automática em sua caixa de e-mails quanto à ausência, acaba checando-os, respondendo alguns, como que dizendo ao mundo: sou necessário, não me esqueçam.

Coutinho em recente coluna publicada na Folha de SP “Redes e aquários” conclui assustoradamente, comentando um ensaio de Stephen Marche: a nossa constante disponibilidade para os outros é apenas uma manifestação mais profunda do nosso insuportável narcisismo. E o narcisismo, como sempre, nasce de uma insegurança que procuramos preencher com o culto ao ego doentio.

Relacionar o narcisismo de Marche com a imaturidade do indivíduo incapaz de ficar sozinho consigo mesmo, de Powers, quando constata ao perder o celular no meio do mar, quanta maturidade é necessária para lidar com a solidão, têm-se os ingredientes propícios aos diversos gadgets, telas e afins para que o sujeito permaneça conectado a tudo e a todos, mesmo sabendo ao fundo, que nada mais são que conexões superficiais e voláteis, quando não sustentadas por uma relação no mundo físico, real.

Zygmunt Bauman em entrevista proferida ao “Fronteiras do Pensamento” compara a forma em que as amizades são desfeitas, entre o tempo das cartas escritas à mão ao mundo do Facebook. Antes, para desfazer uma amizade era preciso estar frente a frente ao outro, olhar nos olhos, vencer os medos e falar assertivamente o que o levava a tomar aquela decisão de rompimento. No mundo líquido e pós-moderno, amizades são feitas e desfeitas a um simples click. Não quer mais falar com fulano? Bloqueie o perfil dele, não responda às mensagens e não atenda ao celular. Quantos relacionamentos, namoros etc têm-se utilizado deste subterfúgio para terminarem.

Powers exemplifica e cada um de nós deve ter inúmeras situações semelhantes em que, ao olharmos em volta, seja no metrô, no farol, nas mesas dos restaurantes, até mesmo no convívio com a família em casa, a maioria está com um smartphone, celular, ipod etc., navegando. A atenção fica, sem dúvida, dividida e até mesmo as conexões físicas e mentais deterioram-se. O indivíduo perde a oportunidade de estar ali, naquele momento, simplesmente praticando o “flâneur” ou interagindo no mundo real com pessoas de carne e osso.

O processo criativo sofre, a alma adoece, o indivíduo desespera-se diante da falta de controle sobre o que realmente é importante, o que é somente tempo consumido com tarefas sem importância alguma, que serão esquecidas, “deletadas”, em segundos.

Hoje pressupõe-se que o homem tem a liberdade, liberdade de escolher caminhos, carreira, projetos, mas para muitos tal liberdade é desesperadora como explica Bauman em “Modernidade Líquida”. As pessoas parecem querer e precisar serem guiadas, atender a normas e regulamentos, sem os quais sentem-se perdidas e inseguras diante das escolhas que a liberdade proporciona. Opta-se então por seguir as massas.

Individuos que preferem seguir as normas para se proteger de tantas opções muitas vezes não deixam de exercer o pensamento crítico e a expressão firme de tais pensamentos. Entretanto, como afirma Bauman, nossa crítica é, por assim dizer, “desdentada”, incapaz de afetar a agenda estabelecida por nossas escolhas.

Incrivelmente os dilemas da sociedade atual não eram diferentes nos tempos antigos. Powers afirma, citando Platão, que até mesmo na Grécia antiga as pessoas se preocupavam com o que a tecnologia mais recente fazia com a cabeça delas e encontravam formas de escapar da multidão.

Bauman pontua, sobre o mesmo tema que a sociedade do século XXI não é menos moderna que a que entrou no século XX: o máximo que se pode dizer é que ela é moderna de um modo diferente.

E como ser criativo, gerar novas ideias, construir algo novo e original neste mundo pós-moderno de alta conectividade? Cada indivíduo tem que encontrar seu próprio ponto de equilíbrio, criar o ambiente que estimule sua criatividade com o devido isolamento, estabelecendo limites às interrupções passivas ou ativas. O que funciona para um pode não ser produtivo para outro, mas exemplos sempre são inspiradores e estimulantes.

É importante que as pessoas, cientes e conscientes das consequências da abordagem maximalista (Powers) encontrem caminhos sustentáveis para a busca do equilíbrio e possam com seu exemplo inspirar as novas gerações que já nascem conectadas e, por isso, muitas vezes, não sabem o que é viver e se relacionar sem um gadget ou uma tela para “tocar”.

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