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O poder de cura das gentilezas…se cair levante

Quando se chega próximo à dita idade da loba, seja ela qual for, as atitudes que tomamos podem ser consideradas ousadas por uns, maluquices por outros, aventuras para uns tantos, mas refletindo com seu eu interior, nada mais foi que a busca por algo novo e desafiador. Nada mais natural na vida, independente da fase.

Pois foi o que fiz há quase 2 meses. Adotei o mountain bike em trilhas de terra como um esporte em minha vida. Não sabia o quanto iria me transformar interna e externamente. Se queria algo novo e desafiador sem querer acertei o alvo. Se queria ser taxada de maluca e aventureira igualmente tirei 10. O MTB não é diferente de qualquer outro esporte e tem um mundo à parte de técnicas, competições, equipamentos, tribos e toda sorte de detalhes que exigem dedicação, muito suor e persistência. 

Os riscos são inerentes. Não sei por que, mas caí algumas vezes e sempre do mesmo lado, o lado esquerdo. Na última vez foi mais sério e relembrando as pessoas que me socorreram e acompanharam tenho muito a agradecer e reafirmar a fé no ser humano. Pessoas conhecidas e desconhecidas não mediram esforços para me ajudar. A gratidão é imensa e devo a estas pessoas e obrigação de me recuperar e voltar às trilhas para poder um dia retribuir as gentilezas que graciosamente recebi. A vida é bela e os tropeços fazem parte.

   
    
 

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Waze-off, as necessárias viagens a si mesmo quando se viaja…

Enquanto sofregamente lutava para dar mais braçadas naquele mar imenso e assustador lembrava do artigo lido no café da manhã:

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,partiu-mas-por-que-mesmo,10000006591
E logo me veio o título deste texto e o sentimento a ele relacionado.

Waze-off em uma alusão a off-pist no ski quando se esquia fora dos limites, por lugares não-delimitados. Quando você está por sua conta e risco.

O artigo é uma entrevista a Mario Sergio Cortella em uma crítica ao uso dos aplicativos de GPS, como Waze e Google Maps, que tornaram as viagens as quais utilizávamos para ter tempo para observar e aproveitar o próprio percurso, em mais um objetivo a cumprir, mais algo a fazer, a preencher o tempo. Tempo este que precisa do vazio para o pensar, o pensar em si mesmo, o olhar cuidadoso para o entorno.

Por outro lado, quando se é forçado a desligar-se do mundo, quando o sinal de internet já não o alcança, o melhor a fazer é aproveitar estes momentos, seja dentro do mar, seja em uma trilha na montanha, na calmaria de uma rede na varanda, em uma roda de amigos, com o ser amado, com as crianças ou na companhia de um bom livro.

São nestes vazios necessários, no tal silêncio criativo, que pensamos em novos começos ou recomeços, metas novas, mudanças que há muito planejamos, internas e externas, pequenas e de grande vulto, e que têm nestes momentos de desligamento da poluição do mundo informacional das redes sociais, o momento propício para deixar a mente viajar e criar novos circuitos capazes de quebrar círculos viciosos de hábitos passados.

E basta o primeiro passo para grandes mudanças. Aí está a enorme beleza da vida. Atitudes simples que nos levam a descobrir habilidades escondidas, a conhecer novas pessoas, a fazer novos amigos, a fazer e perceber gentilezas.

Como em uma volta ao passado adolescente, jovem e despreocupado, enfrentamos medos que nem mesmo sabíamos existir. E superá-los traz uma infinita sensação de alegria interior. E este contato com o inevitável eu ajuda a enfrentar outros medos escondidos em outras esferas da vida.

O sentimento de fazer algo novo por você mesmo e em prol de um grupo pode influenciar fortemente pelo exemplo as pessoas à sua volta, igualmente propensas à mudança, mas que aguardavam algo que as incentivasse ou que dissesse: “Vai, não é tão difícil assim. Estou fazendo e você está vendo o bem que está me fazendo”.

No de sempre que vivemos não encontraremos a satisfação permanente da mudança. Em hábitos antigos rodamos em círculos. É preciso dar o primeiro passo e quebrar o ciclo vicioso.

O resto vem , como em uma corredeira, um rio de água limpa. É só deixar correr e fluir…basta absorver a energia, respeitar seus limites, os dos outros e os da natureza.
 

   

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Estado civil: complicada…crônica de uma tentativa de diálogo

Era mais uma daquelas manhãs de trânsito na chegada a Congonhas em São Paulo. O voo partiria em uma hora. Haveria tempo para um café expresso? Dependeria da fila do raio-x, mas que raios, vim com aquele salto alto que apita! Teria que calçar a tal sapatilha branca, ficar com os pés nus diante de estranhos apressados com olhar fulminantes. Dez minutos para iniciar o embarque. Tomei tranquilamente o meu café, água, chequei os e-mails, baixei os textos que leria no vôo. Havia calculado exatamente o tempo do vôo para finalizar a apresentação para a reunião a ser realizada no destino, Brasília.
Sentada no corredor, olhei ao redor, vôo lotado, cheio de engravatados. Abri o tablet e, enquanto a porta não fechava despachei mais alguns e-mails, respondi a algumas mensagens, respirei fundo e foi o tempo do avião começar a sair do lugar. Não havia percebido, mas senti alguém com o olhar fixo, daqueles que chegam a incomodar. “Você digita rápido”, o cara ao meu lado falou de sopetão meio acanhado. “Pois é, sou da época da máquina de datilografia” (talvez isto o afaste de vez, pois vai pensar que já devo ser avó ou uma jurássica). Fecho os olhos para a decolagem. Lembro dele, do último final de semana, dos beijos. “Você faz muito esta rota?”.”Nossa, que susto. Eu estava cochilando, quase dormindo. De vez em quando. E você?”. “Raramente, raramente converso com alguém tão bonita”. “Olha, me desculpa, nós não nos conhecemos. Eu realmente não estou a fim de conversa. Preciso terminar um trabalho durante este vôo. Você parece ser um cara legal, mas eu não estou em uma fase boa para novos amigos.”O silêncio que se seguiu afora o constante e ensurrecedor ronco das turbinas e os passos dos tripulantes, além de uma tosse aqui e acolá trouxe de volta a calma que eu havia planejado. Fixei o olhar na tela e comecei a ler os textos que precisava, mas ao mesmo tempo pensava em como os imprevistos podem ser frustrantes, estressantes e exigirem de nós uma flexibilidade de camaleão e mudanças repentinas não são definitivamente o meu forte. “Desculpa, mas eu preciso fazer somente uma última pergunta e prometo não mais lhe importunar. Pode ser?”. Não sei se lhe dou este direito, mas pergunte e verei se posso lhe responder. “Qual o seu estado civil?”. “Ah, é isso? Meu estado civil? Mesmo? É complicada…”

  

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A misoginia trocada em miúdos. Por que pais e mães devem se preocupar com esta palavra esquisita!

Não me atrevo aqui a definir ou a discorrer cientifcamente, historicamente ou psicologicamente sobre as origens da palavra misoginia. Entretanto, é fato constatar o enorme desconhecimento a respeito do assunto apesar de suas origens serem tão antigas quanto a origem do homem. 

Miso vem de odiar e gino de mulher. O misógino é o homem que odeia a mulher. Pode ser aquele homem que começa o relacionamento a tratando com flores e declarações de amor, mas que depois de um tempo começa a minar a auto-estima da mulher, a diminuí-la, maltratá-la, tanto na intimidade quanto na frente dos outros, verbalmente ou fisicamente. As mulheres com pouca autoconfiança se entregam aos poucos, acreditam que são aquilo que o misógino as acusa de ser, deixam de ser quem são, às vezes engordam, perdem a vaidade, deprimem, adoecem.

dina mujer biblia ateismo misoginia_thumb[1]

Nenhuma mãe ou pai gostaria que sua filha tivesse que lidar com um misógino em sua vida, mas todas estão sujeitas, infelizmente, pois no início tudo são flores e as pessoas só se mostram aos poucos. Por isso é muito importante que as mães e pais tenham ciência deste tipo de personalidade e ensinem às suas filhas a força da autoconfiança, do amor próprio, da auto-estima, para que reconheçam rapidamente tais comportamentos e possam as ajudar a se desvencilhar de escolhas erradas.

Isto vale também para os pais de meninos. Ensine-os o valor de uma mulher, a importância de tratar bem o outro, a beleza da generosidade, a força do caráter, aliás nada mais belo e charmoso em um homem que a coragem do caráter e a honestidade aliados a uma boa dose de generosidade. O mundo já está cheio de misóginos e egoístas.

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Poder não pode, mas alguns negócios digitais se importam?

Ao ler a matéria do último domingo no Estadão “Fazendo pouco das normas”:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,fazendo-pouco-das-normas-imp-,1680271

lembrei-me da recente estada em Londres quando por insistência de uns locais instalei o aplicativo Uber e chamei o motorista pela primeira vez. Cheguei ao destino, mas não sem antes observar o desleixo e a sujeira no carro. Já a conta deu problema com o registro do cartão, o que atrapalhou a vez seguinte em que precisei. Foi quando chamei o serviço novamente, mas no mesmo minuto desisti, pois avistei um Taxi londrino. Pelas regras do Uber a corrida foi cobrada mesmo assim. Depois disto não chamei mais e não pretendo mais utilizar este serviço. Os taxistas londrinos inclusive alertam que eles não têm licença e não são seguros. Qualidade à parte é certo que há várias questões legais sendo questionadas nos diversos países em que atuam, inclusive no Brasil. Por aqui tivemos até protestos e manifestações.

A matéria menciona outras iniciativas digitais que atuam sem levar em conta as regras do “mundo real”. Há argumentos de ambos os lados, mas é certo que a concorrência pode ficar desleal se alguns seguem as regras e outros não.

Os exemplos não param por aí. Na área de compartilhamento de conteúdo há alguns anos surgiu, por exemplo, a plataforma “Scribd”, que na época do lançamento aceitava que o usuário fizesse upload de qualquer arquivo. Assim, muitos PDF’s piratas faziam parte do rol de opções. Assim, eles conseguiram “massa” de usuários, o grande apelo de “big data” para atrair os investidores. Ouvi em uma palestra com um dos fundadores que estavam procurando corrigir o problema. Procurei-o ao final para contar que um arquivo da plataforma deles estava sendo “vendido” como um curso em outra plataforma brasileira, sendo que o autor do referido texto em inglês estava alheio a tudo isso e obviamente sem receber direitos autorais.

Infelizmente, a grande maioria das pessoas, potenciais clientes de tais iniciativas, não têm a menor ideia das normas que existem e como podem diferenciar o joio do trigo. Com o tempo, o mercado se encarrega de regular e ajustar os desvios. Entretanto, muitas vezes o estrago é grande, tanto para os novos empreendedores quanto os estabelecidos e que seguem as regras. O que dirá dos usuários que entregam seus dados pessoais a um sem número de serviços “gratuitos” sem se dar conta de que esta base de dados é moeda de troca e vira ativo nas mãos de quem os detém, mas isto renderia assunto para um novo post.

Fica aqui um pequeno podcast sobre os desafios dos direitos autorais na nova era digital:

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Changes are the fuel of life – Storms ahead – thoughts for 2015

Storms ahead

We can’t predict nor control
Like life itself
We can only enjoy the moments of peace and calm with our loved ones
Be prepared while straighten bonds, loving and being with who we care the most
Because there isn’t a way to prepare for difficult times or to size its consequences
It can be just a little shower
It can be heavy but with no damage
Instead it can be hard enough to hit you or someone that you love
Like the waves from the sea you may only get up take the hand of your loved ones
And be prepared for the next wave or storm
Cause there is only one certainty: they will come

stormsahead by Nathy Mendes
DM
Photo by Nathy MP Mendes – Christmas at Ilhabela 2014

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Diferenças culturais, mas nem tanto…curiosidades sobre a Coréia do Sul

Vivenciar diferentes culturas é sempre muito enriquecedor e promove reflexões sobre a nossa própria cultura.

Lendo uma matéria hoje no Korea Joongang Daily me fez refletir sobre o quão pequeno tornou-se o nosso mundo.

http://koreajoongangdaily.joins.com/news/article/article.aspx?aid=2996624

Ä¿ÇÇ ÇÑ ÀÜ ¾Æ´Ï¸é ¹®Çеµ ¾ø¾ú´Ù¡¦60¤ý70³â´ë ¹®ÇÐÀÇ Á᫐ Çи²´Ù¹æ//141024/±è°æºó

Aprendi aqui que não era hábito dos coreanos tomar café há 20 anos. Hoje alastraram-se as redes multinacionais: Starbuck’s coffee e outras, além de várias redes de fast food, como Burger King, Dunkin Donut’s, Popcorn de Chicago etc. Curiosamente os coreanos ainda são na maioria bem magros e as mulheres que não tentem comprar roupa aqui, pois os manequins são minúsculos.

A par estas curiosidades, o que chamou atenção na matéria é a casa de café reportada na qual os escritores são muito bem-vindos. Passam horas lá escrevendo. Nas estantes há livros em várias línguas, disponíveis para quem quiser. Você não é obrigado a consumir. Há um público jovem também indo aos cafés para buscar inspiração e escrever.

Quando falamos de um país conhecido pelo avanço tecnológico tal relato é acalentador no sentido de que o processo criativo independe da tecnologia. Tecnologia é somente o meio utilizado hoje para dar vazão aos escritos, mas o processo em si ainda não foi automatizado. Criar é dedicar-se, é buscar o ambiente que te inspira e isso vale para qualquer lugar do mundo.

Annyeonghi-gaseyo! (Tchau em coreano)

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