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O papel de mãe quando os filhos sofrem…

Que bom seria poder sentir a dor no lugar do filho, tocar o ferimento e ele sarar na hora, ter uma varinha mágica para fazê-lo parar de chorar quando está triste. Ter a capacidade de absorver a carga do mundo e deixá-lo sorrindo e aproveitando o que a vida traz de melhor.

Mas criamos os filhos para o mundo e como tal cabem aos pais deixá-los vivenciar cada experiência, boa ou ruim, da forma como ela se apresenta. Podemos sim, segurar as mãos, apoiar, dar colo, carinho, amor, proteção, sempre com muita conversa, muito olho no olho e muita dedicação.

Recentemente, uma das minhas filhas foi diagnosticada com uma doença grave. É muito duro para uma mãe ver sua filha de 7 anos tendo que enfrentar como gente grande algo que está lhe causando dor física e, consequentemente, dor emocional.

Por outro lado, é nessas horas que o vínculo se mostra ainda mais forte, que a sua fé naquela pessoa que tem um potencial enorme e uma vida pela frente, a faz enfrentar tudo de forma firme e resignada. Acorda a cada dia e faz o que tem que ser feito, o que o médico mandou sem questionar.

A irmã gêmea está até enciumada da atenção que as amigas da escola estão dando: “só porque ela está doente ninguém mais quer saber de mim!”.

Ser mãe é vivenciar o que há de mais belo e puro no ser humano. Como as crianças são sensíveis e inteligentes e nunca podem ser subestimadas. Entendem em muitos aspectos o mundo dos adultos. Lêem as situações, mesmo que fiquem caladas e que pareçam não prestar atenção. Um belo dia terão elaborado um pensamento com base em observações passadas e saberão tomar suas próprias decisões nas mais diversas situações.

Ser mãe é igualmente ver os filhos novos sofrerem, mas os mais velhos também. Quando crescem sofrem as dores de amor, as dores da rejeição e tantas outras dores que precisam aprender a lidar. Este aprendizado nunca termina. Até que a mãe tem momentos nos quais precisa ser filha e recorre também, quando tem, à sua própria mãe. Mamãe?

mae2

 

 

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Changes are the fuel of life – Storms ahead – thoughts for 2015

Storms ahead

We can’t predict nor control
Like life itself
We can only enjoy the moments of peace and calm with our loved ones
Be prepared while straighten bonds, loving and being with who we care the most
Because there isn’t a way to prepare for difficult times or to size its consequences
It can be just a little shower
It can be heavy but with no damage
Instead it can be hard enough to hit you or someone that you love
Like the waves from the sea you may only get up take the hand of your loved ones
And be prepared for the next wave or storm
Cause there is only one certainty: they will come

stormsahead by Nathy Mendes
DM
Photo by Nathy MP Mendes – Christmas at Ilhabela 2014

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Pensar é tão importante quanto respirar

Lendo o artigo de hoje no Estadão “A enxurrada de enganosas grandes ideias” de Neal Gabler do The New York Times, e parando para pensar alguns minutos podemos depreender o quão é verdadeiro para muitos dar conta da enxurrada de informações que recebemos e buscamos todos os dias. Entretanto, o quanto precisamos delas e o quanto realmente aprendemos? O processo criativo exige um “sossego da mente”, se concentrar e colocar nosso esforço criativo em ação é um desafio hoje em dia. Para mim criar, ter ideias, ler e escrever, precisam de um ambiente e um fechar dos olhos e sentidos para o que está acontecendo lá fora. Quantas vezes somos interrompidos pelo celular, por e-mails urgentes, pelas noticias nos diversos meios, impresso e eletrônico? Estas distrações acabam empurrando estes momentos para depois. Lembro-me da época que ainda não era comum o uso do celular. Logo que passei no vestibular da USP para engenharia em São Carlos. Eu estava bem empregada e poderia cursar engenharia a noite em SP em outra faculdade que eu havia passado. Fui até São Carlos fazer a matrícula e na volta, durante a viagem de ônibus, falei a mim mesma: quando pisar em São Paulo terei decidido se faço USP ou se continuo trabalhando. Isto sem tirar a pressão da minha mãe que queria que eu trabalhasse em vez de estudar. Lembro-me claramente do pensamento que tive e que me fez decidir: trabalhar eu iria a vida toda, mas quantas vezes eu teria chance de estudar na USP? Decidi pela USP e no terceiro ano já me sustentava com iniciação científica e vendendo livros na Federal. Pensar consigo mesmo é muito importante para o amadurecimento. Penso em quanto os jovens têm oportunidade na era da informação de praticar este exercício. Será este um dos motivos pelos quais os jovens hoje estendem a adolescência, as vezes, até os 30 anos? Alguém sempre pensa por eles. Para o bem das minhas filhas não quero isto para elas. Vejo tantos pais acionando seus contatos em busca de um emprego para o fiho. Será que ele proprio não pode ir em busca? Mesmo que isto custe algum sofrimento, decepções e o necessário amadurecimento. Voltando ao artigo, ao final o autor diz “nós nos tornamos narcisistas da informação” no sentido que nossos interesses giram em torno de nosso circulos, aqueles amigos das redes sociais, onde expomos nossas atividades e onde digerimos as dos nossos contatos. Uma forma de distração do pensar? Como tudo na vida se utilizado de forma equilibrada é muito útil. Assim teremos sempre um tempinho para pensar!

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