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A sustentabilidade por meio de um ecossistema inovador de propriedade intelectual

A ampliação da responsabilidade global pela sustentabilidade tem obrigado as empresas, as instituições e as pessoas a incorporar em suas práticas diárias os preceitos do desenvolvimento sustentável.

E o que exatamente significa sustentabilidade na prática? De forma bastante simplificada daremos aqui um exemplo. Uma máquina utilizada em uma indústria fica obsoleta com o tempo. Por outro lado, as pessoas e os recursos naturais, a depender de como são desenvolvidos, podem ter seu valor aumentado com o tempo. A sustentabilidade hoje precisa estar naturalmente inserida no dia a dia de qualquer cadeia ou ecossistema produtivo.

 

Design team planning for a new project

Photo: Anchiy by GettyImages

Neste sentido, a inovação e a criatividade são pilares imprescindíveis para um desenvolvimento sustentável. E, como a governança corporativa pode permitir, de um lado, o respeito ao trabalho criativo das fontes consultadas quando seus comitês, diretoria e toda a matriz operacional das empresas as utilizam para pesquisas, trabalhos, relatórios ou criação de produtos e serviços e, de outro lado, garantir a criação de valor para o que é gerado pelas equipes internas?

A conscientização do valor econômico de longo prazo que a propriedade intelectual provoca em toda a cadeia produtiva, pressiona os boards a incluir a IP (intellectual property) no core do desenvolvimento sustentável.

Em um mundo dirigido pelas novas tecnologias, a IA (inteligência artificial) e o ML (machine learning) podem ser aliados para assegurar uma eficiente gestão da IP.

Portanto, educação e tecnologia são meios necessários e urgentes que a governança corporativa pode contar para atingir a sustentabilidade das inovações, ao mesmo tempo em que prega o respeito ao  trabalho criativo ao longo da cadeia de stakeholders.

Em tempo, no Brasil a propriedade intelectual é utilizada para proteger marcas e patentes de produtos e serviços, enquanto que o direito autoral, igualmente essencial na cadeia criativa de valor a longo prazo, é utilizado para os trabalhos literários e outras mídias. Ambos precisam ser considerados nas políticas de sustentabilidade.

Nos links a seguir há um material interessante da World Intelectual Property Organization (WIPO) sobre as metas de desenvolvimento sustentável elaboradas junto à ONU para 2030.

Un SDGs

https://www.wipo.int/sdgs/en/story.html

 

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fevereiro 9, 2020 · 6:09 pm

Por que mesmo segregar os ciclistas na USP?

Acordar antes das 4h da manhã uma ou duas vezes por semana para treinar exige muito mais do que motivação. Há que se ter um objetivo claro, uma meta a atingir, a curto e a médio prazos. Uma prova talvez e melhorar a sua performance podem ser alguns deles.

É necessário também amigos ao seu redor. Pessoas que estão na mesma “sintonia”. E, muito importante também, um professor, orientador, instrutor, alguém que não-somente oriente o treino, mas as boas práticas de segurança e etiqueta em cima de uma bike. Sim, porque há que se aprender a respeitar o colega ciclista, os pedestres e o trânsito. Tudo tem que funcionar em perfeita sintonia. Eu tenho certeza que estou em excelentes mãos. A Adriana Nascimento é a pessoa mais consciente no assunto segurança que você pode ter por perto quando está treinando.

Mas vamos às madrugadas. Algumas frias, bem frias, outras chuvosas, mas quando o treino vai acontecer é importante manter a consistência e comparecer.

O ciclismo, tanto como meio de transporte ou como esporte vem crescendo muito, o que é bastante positivo. Entretanto, as dores do crescimento parecem espremer os espaços paulistanos, que não são muitos para treinar durante a semana.

Mesmo sendo penoso acordar no meio da noite tudo tem o seu lado positivo. Saímos recompensados do treino, com o corpo suado, o sol nascendo, vendo um pouco de verde nesta selva maluca em que vivemos.

Opa, eu falei em ver algo, como apreciar a natureza. Acho que não são todos que tem esta chance, pois há os famigerados “pelotões”. São grandes colmeias de ciclistas em formação irregular, às vezes em 2, 3, 4 ou até 5 ciclistas um ao lado do outro, que passam voando em número expressivo, normalmente mais de 20. Quase sempre estão olhando para baixo, cada um tentando alcançar a roda da frente do outro freneticamente. O líder da frente normalmente grita, tanto para ordenar o próprio grupo, dar algum alerta ou para dizer aos ciclistas “normais” que estão do lado direito para que fiquem bem quietinhos, pois eles estão passando. “Esqueeeerda!!!” e lá vão eles.

Bom, é difícil explicar que não há como todos terem o mesmo ritmo ou o mesmo fôlego e vira e mexe acontece algum problema, alguma queda etc. Além de ser muito aflitivo para nós, ciclistas em treino normal, ver os ônibus ou os carros atrás deles tendo que esperar que eventualmente os vejam e decidam por deixarem os carros passarem, ou não.

Após um bom tempo de abusos dos tais pelotões veio um decreto geral, no qual todos os ciclistas foram colocados em um saco só. E, de repente, vieram mil e uma barreiras para a utilização da USP para treinar de madrugada. Fixaram-se dias, horários e, o pior, a identificação, tanto da bike, quanto do capacete. O formato não é nada inclusivo ou mesmo ecológico, diga-se de passagem.

Infelizmente, em vez de conscientizar e educar, decidiu-se segregar a todos. Todos os ciclistas são ruins. Todos merecem usar a “estrela” de identificação. Será que o próximo passo serão os guetos? Tomara que não. No exterior, há placas de sinalização para que todos convivam em harmonia, inclusive com os cavalos e as charretes. A rua é de todos.

 

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9 1/2 semanas de amor, 50 tons de cinza e coluna de Ruy Castro na Folha de SP “ejaculação precoce”

Desde que apareceram pela primeira vez as críticas e resenhas sobre o livro “cinquenta tons de cinza”, ora uma trilogia, ficou visível a relação quase direta com o filme “9 1/2 semanas de amor”, agora um cult dos anos 80, este sim um conteúdo erótico que evolui de paixão romântica à relação destrutiva repleta de fantasias e fetiches do personagem de Mickey Rourke, à época um dos homens mais sexys do mundo ao lado da personagem de Kim Bassinger. Não por acaso ela uma funcionária de uma galeria e ele um homem rico. Qualquer semelhança com 50 tons não é mera coincidência, pois este filme marcou toda uma geração de mulheres, que aos 20 anos sonhava com o príncipe encantado. Não por acaso novamente a cor “cinza” do título, também foi “inspirada” no filme. Elisabeth, personagem de Kim só usava cinza e preto na presença de John.
Nada disto talvez importe à geração que está lendo este livro, as quais mal saíam das fraldas na época do filme ou nem eram nascidas.
Há tempos queria escrever sobre estas semelhanças. Esperei algum tempo para ver surgir alguma análise semelhante, mas nada. Agora impelida pela coluna do Ruy Castro do último sábado, intitulada “ejaculação precoce”, que trata da análise sobre a necessidade de um editor trabalhando em conjunto com o autor para gestar e gerar obras perenes, conclui dizendo que livros como os de E.L. James têm a duração máxima de uma ejaculação precoce, até que apareça a próxima febre de consumo. Para os curiosos ou saudosos segue o link do trailer do filme:

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