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O autor no Dia do Escritor

Neste Dia do Escritor pensamos em autoria, em autor, mas o que define um autor?

Ele define-se pelo processo criativo? Pelo quanto trabalha?

As leis, os tratados internacionais, protegem o autor, definem exatamente o que vem a ser autoria?

Como adequar o conceito de autoria a nova realidade de hiperlinks midiaticos? E efeitos de copia e cola?

Na realidade reconhe-se o autor por sua personalidade. Ele coloca sua marca no texto por mais poder que a influencia de leituras passadas exerça sobre ele.

Cada autor, a despeito de utilizar as mesmas fontes, tem um processo criativo unico, uma personalidade unica, uma historia de vida unica e isto tem que ser preservado.

Ser um autor, um escritor, pode ser traduzido como um trabalho como outro qualquer, onde o intelecto se coloca a servico da criaçao de um bem que ira divertir, ensinar, fazer as pessoas imaginarem, criarem a partir dele.

Hemingway

Acima de tudo o autor  se deixa morrer para nascer o leitor, que vai ser ele mesmo um autor que ira transformar ou se deixar transformar pelo texto que consome. Uma morte figurativa, onde ele vai deixar o leitor nascer, fazer as conexoes, imaginar, sonhar a partir daquele texto.

O processo de autoria exige muito trabalho, muito suor, uma navegaçao pela historia, pelo passado, uma bagagem de vida, que sera publicado em algum meio, seja papel, seja digital, seja em uma rede liquida, em um mundo cada vez mais liquido.

Feliz Dia do Escritor!

 

 

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O lápis de ponta e a máquina de escrever e como mudam as formas criativas

Na coluna do Ruy Castro há dois dias na Folha de SP:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/111590-o-lapis-de-ponta-perfeita.shtml

ele falou como ainda hoje se pode viver de apontar os lápis grafite. Várias profissões ainda o utilizam e consideram importante tê-los apontados. Contou a história de um profissional apontador americano. Deu como exemplo de quem os utiliza por aqui o Helio de Almeida, diretor de arte. Sorri ao ler, pois várias vezes estive com o Helio e vi aquelas mãos criativas desenhando linhas no papel com lápis muito bem apontados, dos mais variados calibres.

Em tempos de gadgets que prometem substituir a prancheta como não lembrar também dos textos que digitamos nestes aparelhos, PC, laptop, tablet, smartphone etc. Não faz muito tempo, mas foi no século passado, as máquinas de escrever tinham a utilidade de colocar tinta no papel, a partir das teclas, que não são muito diferentes dos atuais keyboards. No meu primeiro emprego antes da faculdade ainda tiver que passar por um teste de datilografia, já naquelas modernas máquinas onde era possível corrigir os erros e até mudar de cor. Talvez por isso ainda digite rápido e com mais de um dedo.

Para quem gosta de ver estas contradições em ação, passado, presente e futuro das letras recomendo o filme “The words” ou “As palavras” com Bradley Cooper, que passou no cinema ano passado. Veja o trailer:

Como ter certeza que um manuscrito antigo, datilografado, ainda não havia sido publicado em formato de livro? Ainda não havia e-mail, pen drive, computador pessoal, mas com certeza mimiógrafo e imprensa. Talvez o personagem tivesse dado um Google em trechos do livro e não tivesse encontrado nada. Aliás, como será que o que  fazemos hoje com o Google será visto pelas gerações futuras?

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A importância do investimento em cultura

As Leis de Incentivo à Cultura, como a Lei Rouanet, são, muitas vezes, utilizadas pelas grandes empresas para o investimento em livros que tenham cunho cultural. Atualmente, essa lei está passando por uma revisão e novas regras serão estabelecidas. Essas novas regras têm sido alvo de intensos debates. Um deles questiona acerca dos objetivos das empresas que investem e, por outro lado, se é garantido o acesso das pessoas em geral e, não-somente de uma minoria, às obras publicadas com o incentivo da Lei.

 Analisando ainda o cenário nacional, há alguns dias, foi instituído pelo Governo Federal o “vale-cultura”. Este será um recurso passível de ser utilizado apenas pelas grandes empresas, que tenham como base o lucro real. O funcionário poderá utilizar o benefício para consumir bens e serviços culturais. A imprensa também questiona a validade e a real contribuição deste incentivo à busca de cultura pela população. Será que qualquer tipo de obra, show ou filme, realmente contribui para a formação cultural de uma pessoa?

 Afora os grandes feitos ou tentativas por parte do Governo Federal e das esferas públicas, precisamos lançar um olhar sobre as iniciativas de pessoas e empresários que, igualmente preocupados em melhorar o acesso à cultura em nosso país, investem, sem qualquer benefício ou isenção de impostos, em publicações e ações que tanto significam para o público a que se destinam. Essas ações devem vir a público como exemplo de atuação responsável e comprometida com o ser humano em todas as suas facetas.

 Como editora dos livros do IPC (Instituto Paulista de Cancerologia) orgulho-me de poder participar de um grupo de trabalho verdadeiramente comprometido com a melhoria da qualidade de vida das pessoas, não-somente do ponto de vista físico, mas também do emocional e do espiritual. Por meio das ações culturais do IPC, o ser humano é genuinamente valorizado e tratado de forma integral. É impressionante o número de pacientes que veem no IPC um instrumento de revelação de seus potenciais, muitas vezes desconhecidos deles mesmos ou antes não-desenvolvidos, por falta de uma oportunidade, de um incentivo, como os que são oferecidas pelo IPC.

 O IPC publica tanto livros na área da saúde, que têm como objetivo levar conhecimento a profissionais, disseminando, assim, todo um legado de experiências em sua área de atuação, como livros destinados ao público em geral, contando histórias de vida, seus sofrimentos e alegrias, que tocam e emocionam, transformando vidas e destinos, motivando e encantando a quem se dá a oportunidade de embarcar nesta viagem, que é a leitura.

 Parabéns ao IPC!

com a colaboração de Karin Gutz Inglez

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O que o Google faria se fosse uma editora?

Interessante reproduzir trechos desta notícia que impacta a todos do mercado editorial:Cloud Publishing: o que o Google faria se fosse uma editora?

O Google será uma livraria on-line e competirá com a Amazon (primeiro passo para a Googlezon?). Tomando emprestada a expressão do Jeff Jarvis, jornalista e blogueiro do BuzzMachine, “What Would Google Do?” (título do seu último livro que será publicado em breve em português pela Editora Manole).

O Google Editions chegará acompanhado de uma nova buzzword, Cloud Publishing (Publicação em Nuvens), termo e conceito derivados, claro, de Cloud Computing (Computação em nuvem) que se refere, essencialmente, à idéia de utilizarmos, em qualquer lugar e independente de plataforma, as mais variadas aplicações através da internet com a mesma facilidade de tê-las instaladas em nossos próprios computadores.

Assim, na Cloud Publishing o conteúdo comprado não é possuído fisicamente, ou seja, mesmo que o download seja feito (salvo em cache pelo Google Gears, por exemplo), e acessado off-line, o leitor jamais terá propriedade sobre esse conteúdo, que poderá, a qualquer momento, ser atualizado on-line.

E isso, acreditem, será positivo para autores e leitores. Por quê? Explico: o leitor, ao comprar o acesso instantâneo a 100% do conteúdo de um único título (que permanecerá on-line), poderá consultá-lo de um browser (o cliente universal) instalado em qualquer computador, celular, TV ou quaisquer outros dispositivos de acesso. Todas as possíveis atualizações estarão automaticamente disponíveis, o que também tornará irrelevantes as discussões a respeito da “babel” de formatos de ebooks (ePub, PDF, Mobi, LRF, PDB etc).

O modelo de venda (e aquisição) de livros do Google se assemelhará ao pay-per-view. Através do poderoso mecanismo de busca do Google, os leitores encontrarão a informação que desejam, escolherão sua opção de acesso (temporária ou definitiva), efetuarão o pagamento, e acessarão o conteúdo on-line.

O livro “nas nuvens”, que há poucos anos parecia um sonho distante, está logo ali, na esquina, prestes a viabilizar o conceito do livro em rede, como web service, distribuído, processável e customizável. Ganha o leitor. Ganha o autor. Também ganham os editores que se anteciparem e começarem a explorar as possibilidades (que não serão exclusivas do Google, já que são baseadas em padrões abertos).

E, consequentemente, nunca é demais lembrar, novas portas se abrem para que a criatividade dos autores explorem (e inventem) novas e interessantes formas de se contar uma história.

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