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O papel de mãe quando os filhos sofrem…

Que bom seria poder sentir a dor no lugar do filho, tocar o ferimento e ele sarar na hora, ter uma varinha mágica para fazê-lo parar de chorar quando está triste. Ter a capacidade de absorver a carga do mundo e deixá-lo sorrindo e aproveitando o que a vida traz de melhor.

Mas criamos os filhos para o mundo e como tal cabem aos pais deixá-los vivenciar cada experiência, boa ou ruim, da forma como ela se apresenta. Podemos sim, segurar as mãos, apoiar, dar colo, carinho, amor, proteção, sempre com muita conversa, muito olho no olho e muita dedicação.

Recentemente, uma das minhas filhas foi diagnosticada com uma doença grave. É muito duro para uma mãe ver sua filha de 7 anos tendo que enfrentar como gente grande algo que está lhe causando dor física e, consequentemente, dor emocional.

Por outro lado, é nessas horas que o vínculo se mostra ainda mais forte, que a sua fé naquela pessoa que tem um potencial enorme e uma vida pela frente, a faz enfrentar tudo de forma firme e resignada. Acorda a cada dia e faz o que tem que ser feito, o que o médico mandou sem questionar.

A irmã gêmea está até enciumada da atenção que as amigas da escola estão dando: “só porque ela está doente ninguém mais quer saber de mim!”.

Ser mãe é vivenciar o que há de mais belo e puro no ser humano. Como as crianças são sensíveis e inteligentes e nunca podem ser subestimadas. Entendem em muitos aspectos o mundo dos adultos. Lêem as situações, mesmo que fiquem caladas e que pareçam não prestar atenção. Um belo dia terão elaborado um pensamento com base em observações passadas e saberão tomar suas próprias decisões nas mais diversas situações.

Ser mãe é igualmente ver os filhos novos sofrerem, mas os mais velhos também. Quando crescem sofrem as dores de amor, as dores da rejeição e tantas outras dores que precisam aprender a lidar. Este aprendizado nunca termina. Até que a mãe tem momentos nos quais precisa ser filha e recorre também, quando tem, à sua própria mãe. Mamãe?

mae2

 

 

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Bom dia Cinderela!

A historia a ser contada é real mas os personagens fictícios.
Sandra é uma profissional liberal, pequena empresária, que realizou o sonho de se formar e buscar uma vida melhor. Nesta fase da vida queria realizar mais um sonho, aquele que muitas mulheres também desejam, que é casar de véu e grinalda, fazer uma festa linda e ser feliz ao lado do homem há muito idealizado. Há 4 anos ela acreditou que o tivesse conhecido. Paulo Dugolp, sobrenome que soava francês, era funcionário em uma empresa, um pouco mais velho, tinha carro e era muito bonito. Sandra se apaixonou. Quando o namoro completou 6 meses Paulo a pediu em casamento. Sandra não acreditava, parecia flutuar de tanta felicidade. Durante estes meses iniciais ela o introduziu na família, com a qual é muito ligada. Paulo, por outro lado, quase não falava da família e nunca a levou para conhecer qualquer parente. Sandra continuava cada vez mais apaixonada, entorpecida por aquele principe dos sonhos. Às vezes se perguntava se tinha o direito de ser tão feliz. Sandra o levou para conhecer o negócio dela com outras duas sócias, falavam de dinheiro, das economias dela para comprar um apartamento. Com a aliança de noivado na mão direita começaram a planejar a vida a dois e o casamento. Paulo falou que precisariam comprar um apartamento, algo dos dois para começarem a vida. Nada como o compromisso de comprar juntos um imóvel, um ano e pouco antes de casarem. Quer demonstração maior de amor por parte do Paulo, comentava Sandra com as amigas que diziam: mas já? Encontraram o imóvel que realizaria o sonho de ambos. Paulo cuidou de toda a papelada, afinal Sandra nunca gostou desta parte e confiava cegamente em Paulo. Um belo dia ele trouxe mais papéis para Sandra assinar. Ela não hesitou e assinou todos. Mal sabia que assinaria a morte de um sonho, de uma ilusão. Alguns meses se passaram, começaram a pagar as prestações. Como ela tinha mais economias ficou com a parte mais pesada, a entrada e grande parte das parcelas. Encomendou o vestido para o casamento, reservaram o buffet, a igreja, encomendaram os convites, escolheram e convidaram os padrinhos. Faltando 6 meses para o casamento combinaram de sair naquela sexta-feira, como em todas as anteriores. Paulo viria buscá-la em casa. Ela colocou aquele vestido que ele gostava tanto, se perfumou e maquiou cuidadosamente imaginando quantas noites como estas teriam quando estivessem casados, finalmente juntos sob o mesmo teto. Paulo estava atrasado. Sandra sentou-se com a familia à mesa, ficaram conversando enquanto Paulo não chegava. A conversa sempre girando em torno do casamento e todos os preparativos. Sandra olhou no relogio e, para sua surpresa, Paulo estava duas horas atrasado. Ligou no celular dele. Deu caixa. Enviou torpedo, deixou diversos recados e nada. Silencio total. Silencio que perdurou todo o final de semana. No domingo Sandra não aguentou de tanta ansiedade e bateu na porta da casa dele. Para seu espanto ele mesmo abriu. Ele saiu para atende-la. Não a recebeu com um beijo. Estava frio. O que esta acontecendo Paulo?,  perguntou Sandra já segurando as lágrimas. Aconteceu que está tudo acabado. E assim sem um porquê ele simplesmente disse, sem floreios, que o único objetivo dele era conseguir um apartamento e que havia conseguido e que então tudo estava acabado. Sandra então lembrou-se dos papeis que havia assinado sem ler. Naquele momento assinou que em caso de rompimento o apartamento seria somente do Paulo. Que inferno Sandra viveu a partir deste episodio. A depressao foi o menor deles. Nao quis processá-lo, pois não queria enfrentá-lo nos tribunais. Apenas lutou e luta para esquecê-lo há dois anos. Nesta historia fica muito forte o que as pessoas são capazes de fazer por amor. Assim, quando li hoje no jornal que a nutricionista Gabriela, segundo uma testemunha, assumiu o lugar do namorado na direção da Land Rover que capotou e matou um pedestre, podemos entender que há muitas Sandras e Gabrielas prontas a transformar o homem real no  ideal a que custo for, pagando o preço por isso, algumas com a liberdade, a paz de espirito e a própria consciência, misturando o certo e errado, a verdade e a mentira, em um turbilhão de sentimentos destruidores. Sonia Abrão descreve vários outros casos no livro “Abaixo a Mulher Capacho”, sendo um deles a historia da Maria da Penha que dá o nome à lei sobre violência domestica.

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