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O poder de cura das gentilezas…se cair levante

Quando se chega próximo à dita idade da loba, seja ela qual for, as atitudes que tomamos podem ser consideradas ousadas por uns, maluquices por outros, aventuras para uns tantos, mas refletindo com seu eu interior, nada mais foi que a busca por algo novo e desafiador. Nada mais natural na vida, independente da fase.

Pois foi o que fiz há quase 2 meses. Adotei o mountain bike em trilhas de terra como um esporte em minha vida. Não sabia o quanto iria me transformar interna e externamente. Se queria algo novo e desafiador sem querer acertei o alvo. Se queria ser taxada de maluca e aventureira igualmente tirei 10. O MTB não é diferente de qualquer outro esporte e tem um mundo à parte de técnicas, competições, equipamentos, tribos e toda sorte de detalhes que exigem dedicação, muito suor e persistência. 

Os riscos são inerentes. Não sei por que, mas caí algumas vezes e sempre do mesmo lado, o lado esquerdo. Na última vez foi mais sério e relembrando as pessoas que me socorreram e acompanharam tenho muito a agradecer e reafirmar a fé no ser humano. Pessoas conhecidas e desconhecidas não mediram esforços para me ajudar. A gratidão é imensa e devo a estas pessoas e obrigação de me recuperar e voltar às trilhas para poder um dia retribuir as gentilezas que graciosamente recebi. A vida é bela e os tropeços fazem parte.

   
    
 

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O autor no Dia do Escritor

Neste Dia do Escritor pensamos em autoria, em autor, mas o que define um autor?

Ele define-se pelo processo criativo? Pelo quanto trabalha?

As leis, os tratados internacionais, protegem o autor, definem exatamente o que vem a ser autoria?

Como adequar o conceito de autoria a nova realidade de hiperlinks midiaticos? E efeitos de copia e cola?

Na realidade reconhe-se o autor por sua personalidade. Ele coloca sua marca no texto por mais poder que a influencia de leituras passadas exerça sobre ele.

Cada autor, a despeito de utilizar as mesmas fontes, tem um processo criativo unico, uma personalidade unica, uma historia de vida unica e isto tem que ser preservado.

Ser um autor, um escritor, pode ser traduzido como um trabalho como outro qualquer, onde o intelecto se coloca a servico da criaçao de um bem que ira divertir, ensinar, fazer as pessoas imaginarem, criarem a partir dele.

Hemingway

Acima de tudo o autor  se deixa morrer para nascer o leitor, que vai ser ele mesmo um autor que ira transformar ou se deixar transformar pelo texto que consome. Uma morte figurativa, onde ele vai deixar o leitor nascer, fazer as conexoes, imaginar, sonhar a partir daquele texto.

O processo de autoria exige muito trabalho, muito suor, uma navegaçao pela historia, pelo passado, uma bagagem de vida, que sera publicado em algum meio, seja papel, seja digital, seja em uma rede liquida, em um mundo cada vez mais liquido.

Feliz Dia do Escritor!

 

 

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Países desenvolvidos vs em desenvolvimento e o respeito às leis e regras de convívio

Parada esperando o farol para pedestres sinalizar o verde em Berlim em uma esquina qualquer, sem que nenhum carro pudesse ser avistado em qualquer direção, mas onde nenhum cidadão sequer ensaia sair andando ainda sem o “Apelman”, que é o “homenzinho” que aparece com a luz vermelha ou verde no farol, símbolo da cidade, sinalizar o verde, sobra tempo para refletir quando isto será realidade no Brasil, terra conhecida lá fora pela Amazônia exótica, o futebol, o Rio de Janeiro, o samba, as praias ( é só o que a TV de lá mostra durante este período de copa), me parece ainda bem distante de ser realidade .

Hoje há uma excelente matéria a respeito no Estadão, mostrando que as pessoas reclamam os seus direitos, mas continuam a dirigir após beber, e, coincidência ou não, 72% admitem na pesquisa atravessarem fora da faixa de pedestre, em recente pesquisa da FGV.

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,brasileiro-vai-as-ruas-por-direitos-mas-desrespeito-as-leis-aumenta-imp-,1524325

Lá na terra de Hanna Arendt, cujos textos são de uma clareza e inteligência incomuns, passar pela sua esquina é um registro histórico e mostra o orgulho e o reconhecimento que seu povo tem com os intelectuais responsáveis pelas profundas reflexões acerca do ser humano em todas as suas dimensões.

Hannah Arendt Strasse

Já em outra cidade européia, Genebra, há várias faixas de pedestre sem sinal para pedestres, mas você pode avançar sem medo, pois eles param de verdade. Para mim, acostumada ao hábito paulistano, a despeito da lei em vigor (em Brasília já é hábito os carros pararem diante de um pedestre atravessando), espero os carros pararem para atravessar e ainda agradeço com um gesto sutil com a cabeça ou as mãos, o que causa estranheza por lá. Na verdade, ficam bravos por eu ainda ter esperado pararem e fazem um leve gesto com a cabeça como querendo dizer “Você está fazendo eu perder tempo e já deveria estar cruzando a faixa, pois eu iria parar de qualquer forma. Não tenha dúvidas disto”. O que me faz parecer um ser exótico vindo de uma país exótico.  Será que sou?

Este pequeno aspecto da diferença entre a civilização madura e desenvolvida e a civilização em desenvolvimento pode ser transposta a várias outras áreas e mostra o quão ainda temos que avançar em direção ao senso da vida em comum em sociedade e que o respeito ao cidadão faz parte de uma série de regras que afinal não são tão difíceis, mas que poderiam acabar com o estigma do povo brasileiro que tenta dar um jeitinho para tudo.

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Idade é só um número e uma moldura! – Bruce Springsteen é um exemplo

Foi bem no auge do show do Bruce que refleti sobre 2 constatações.

A primeira é a admirável carreira do cantor que foi o ídolo dos jovens na década de 80, eu inclusive. O show dele é simplesmente incrível. Como ele faz jus ao apelido cunhado para ele na década de 70 “The Boss”. Ele move levemente as mãos e a banda dele entende do que se trata. Ele faz o mesmo com a platéia e todos fazem o que ele indica. Só que todos o fazem como um só coro. Ele consegue o feito de unir todos. E que talento ele tem com as pessoas. Deu atenção individual a todos que pôde. Não descansou um só segundo durante as 3h e meia de show. Um sorriso no rosto que é o mesmo de 40 anos atrás. Os anos se passaram e ele conseguiu se reinventar, criar novas músicas, novos estilos. Para ele a idade é mero atributo. As rugas e a calvície, charmes do tempo.

A segunda constatação foi saber que não é a idade que determina o que fazemos, mas o nosso estado interior, a nossa disposição a novas experiências. Quando vi a notícia que o Boss viria ao Brasil comprei rapidamente os ingressos. Falamos com amigos para juntar uma turma, mas no início desta semana, já desanimada com o cansaço, os compromissos de trabalho e todo o cotidiano com tudo que tem para ocupar todos os segundos disponíveis e os não disponíveis também, nos fez quase desistir do show. Estar lá, entretanto, foi uma das melhores coisas que fizemos nos últimos tempos. Primeiro por ter o privilégio de assistir ao show que foi maravilhoso e depois por sentir que não é preciso ter uma idade específica para “curtir” um programa de jovens, pois jovens podemos ser eternamente, independente da moldura!

Para quem não foi segue o link da primeira música que ele tocou de surpresa “Sociedade Alternativa” de Raul Seixas, depois de ter falado em português com a platéia. Foi o máximo! Agradeço ao Alexandre por ter dividido e curtido este momento incrível ao meu lado e os amigos Luis Ricardo e Iara. Luis Ricardo, aliás, sabia tudo do Bruce.

http://youtu.be/zKEJkixmLHQ

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O paradoxo das redes socias

Há uns dois anos li uma notícia de que 2014 seria o ano em que o Facebook perderia milhões de usuários. Quando lançaram ações na bolsa novamente o assunto foi comentado.
Vivemos uma época em que as diversas tribos e comunidades ativas na internet surfam conforme as ondas as levam. Migram de uma hora para outra em um comportamento errático e volúvel. Acontece que as tais redes sociais dependem dos usuários para serem viáveis economicamente junto aos anunciantes, sua maior fonte de receita e lucro.
A migração já começou pela tribo dos adolescentes, principalmente. Em artigo da última segunda-feira da Folha de SP “Tenho 13 anos e nenhum dos meus amigos usa Facebook”‘ um adolescente novaiorquino relata que ele e os amigos preferem o Instagram e que o Facebook é utilizado por seus pais e avôs. Minha filha de 17 anos confirmou que o Instagram já é o preferido entre ela e os amigos, ou seja, é um comportamento dos adolescentes em geral. Estes mesmos adolescentes estarão em poucos anos ativos profissionalmente.
Uma das justificativas do garoto é a invasão dos anunciantes nos feeds, o que coincide com a crítica da coluna da mesma Folha de SP de Marion Strecker “Cheia”. Sufocada pela invasão nas redes e as provocadas pelos robôs que perseguem até mesmo as pesquisas na internet, inundando em seguida seu e-mail e páginas com banners e promoções.
Em todas as áreas as mudanças têm ocorrido na velocidade da luz e os efeitos podem ser devastadores para empresas tidas como inovadoras e promissoras, mas esta é a regra do jogo atual e a adaptação é o principal verbo que as pessoas e as empresas devem praticar para sobreviver aos próximos tsunamis da realidade virtual.

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O lápis de ponta e a máquina de escrever e como mudam as formas criativas

Na coluna do Ruy Castro há dois dias na Folha de SP:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/111590-o-lapis-de-ponta-perfeita.shtml

ele falou como ainda hoje se pode viver de apontar os lápis grafite. Várias profissões ainda o utilizam e consideram importante tê-los apontados. Contou a história de um profissional apontador americano. Deu como exemplo de quem os utiliza por aqui o Helio de Almeida, diretor de arte. Sorri ao ler, pois várias vezes estive com o Helio e vi aquelas mãos criativas desenhando linhas no papel com lápis muito bem apontados, dos mais variados calibres.

Em tempos de gadgets que prometem substituir a prancheta como não lembrar também dos textos que digitamos nestes aparelhos, PC, laptop, tablet, smartphone etc. Não faz muito tempo, mas foi no século passado, as máquinas de escrever tinham a utilidade de colocar tinta no papel, a partir das teclas, que não são muito diferentes dos atuais keyboards. No meu primeiro emprego antes da faculdade ainda tiver que passar por um teste de datilografia, já naquelas modernas máquinas onde era possível corrigir os erros e até mudar de cor. Talvez por isso ainda digite rápido e com mais de um dedo.

Para quem gosta de ver estas contradições em ação, passado, presente e futuro das letras recomendo o filme “The words” ou “As palavras” com Bradley Cooper, que passou no cinema ano passado. Veja o trailer:

Como ter certeza que um manuscrito antigo, datilografado, ainda não havia sido publicado em formato de livro? Ainda não havia e-mail, pen drive, computador pessoal, mas com certeza mimiógrafo e imprensa. Talvez o personagem tivesse dado um Google em trechos do livro e não tivesse encontrado nada. Aliás, como será que o que  fazemos hoje com o Google será visto pelas gerações futuras?

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USP São Carlos 24 anos depois. Trotes hostis de hoje são uma vergonha

http://youtu.be/9Pr8bKedmVc

Quem assiste a este video e foi aluno de São Carlos como eu reconhece facilmente que trata-se das instalações do CAASO, o centro acadêmico da USP, palco das festas, mas também das assembléias de greves. Difícil é reconhecer nos alunos, calouros e veteranos, alguma semelhança com os anos 80. Li hoje o artigo sobre o vandalismo dos veteranos e fiquei indignada:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/96502-usp-apura-hostilidade-a-feministas-em-trote.shtml

Quando entrei em 85 existia já o tal desfile no palco, mas limitava-se a uma breve entrevista ao microfone, nome, de onde era, se tinha ou não namorado. Até pediam para dar uma voltinha, mas muitas não se dobravam. Lógico que éramos minoria. Na minha turma de engenharia só tinha eu de mulher. Hoje mudou muito e a mulher tomou um espaço grande. Parte dos homens pode sentir-se ameaçado e somado à bebida, à imaturidade e ao incentivo dos colegas utiliza-se das únicas armas que o diferenciam da mulher. A falta de respeito com as colegas é evidente e hoje na posição de mãe de uma pré-vestibulanda, sinto muito pelo que minha fiha possa presenciar. Fruto do individualismo pós-moderno, o outro visto apenas como concorrente, é hostilizado e diminuído. Do contrário, tivessem a maturidade dos anos que virão poderiam reconhecer no outro potenciais amigos, aqueles para a vida toda, para reencontrar todos os anos, para rememorar as boas lembranças dos tempos que não tinham responsabilidades, somente o tempo a seu favor, um Campus maravilhoso como o de São Carlos, para conviverem durante 5 anos e tirarem de lá lições de vida, principalmente. Ter a vida pela frente e a gratidão pelas pessoas que o ajudaram a ter o privilégio de estudar em uma universidade pública, dentre as melhores do mundo. Lamentável!

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