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O papel de mãe quando os filhos sofrem…

Que bom seria poder sentir a dor no lugar do filho, tocar o ferimento e ele sarar na hora, ter uma varinha mágica para fazê-lo parar de chorar quando está triste. Ter a capacidade de absorver a carga do mundo e deixá-lo sorrindo e aproveitando o que a vida traz de melhor.

Mas criamos os filhos para o mundo e como tal cabem aos pais deixá-los vivenciar cada experiência, boa ou ruim, da forma como ela se apresenta. Podemos sim, segurar as mãos, apoiar, dar colo, carinho, amor, proteção, sempre com muita conversa, muito olho no olho e muita dedicação.

Recentemente, uma das minhas filhas foi diagnosticada com uma doença grave. É muito duro para uma mãe ver sua filha de 7 anos tendo que enfrentar como gente grande algo que está lhe causando dor física e, consequentemente, dor emocional.

Por outro lado, é nessas horas que o vínculo se mostra ainda mais forte, que a sua fé naquela pessoa que tem um potencial enorme e uma vida pela frente, a faz enfrentar tudo de forma firme e resignada. Acorda a cada dia e faz o que tem que ser feito, o que o médico mandou sem questionar.

A irmã gêmea está até enciumada da atenção que as amigas da escola estão dando: “só porque ela está doente ninguém mais quer saber de mim!”.

Ser mãe é vivenciar o que há de mais belo e puro no ser humano. Como as crianças são sensíveis e inteligentes e nunca podem ser subestimadas. Entendem em muitos aspectos o mundo dos adultos. Lêem as situações, mesmo que fiquem caladas e que pareçam não prestar atenção. Um belo dia terão elaborado um pensamento com base em observações passadas e saberão tomar suas próprias decisões nas mais diversas situações.

Ser mãe é igualmente ver os filhos novos sofrerem, mas os mais velhos também. Quando crescem sofrem as dores de amor, as dores da rejeição e tantas outras dores que precisam aprender a lidar. Este aprendizado nunca termina. Até que a mãe tem momentos nos quais precisa ser filha e recorre também, quando tem, à sua própria mãe. Mamãe?

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Gente que faz os sonhos acontecerem!

Marcos Valente Jr. é parceiro da Editora Manole e da Minha Editora há uns bons anos. A história de vida dele é muito interessante. Muita luta e desafios a vencer. O filho é o grande orgulho dele, assim como a paixão pela música. Segue um trecho de um texto que ele me enviou e autorizou falar dele aqui, para servir de inspiração para todos que desejem realizar sonhos de vida:

“Falando sério Daniela, abrindo o jogo, eu tive que fazer terapia com psicólogo para tirar um trauma de infância – ter a segurança de usar o meu talento maior que é a música. Resolvido o trauma, parti para o lado lógico da coisa – foco na carreira:

Onde: Fora do Brasil (aqui ninguém valoriza)

Como: Projetos culturais de baixo custo (altamente aprováveis) tocando com músicos brasileiros residentes ou nativos do país.

Quando: em viagens de curta duração durante o ano.

O Que: O Clássico da Musica Popular Brasileira em sua excelência – sambas, chorinhos, samba/jazz, jazz/bossa.

Quem: Nativos dos países e brasileiros residentes que anseiam por música brasileira de qualidade.

 E assim, aos poucos, dou minha contribuição a todas as pessoas que desejam ouvir e ver o meu trabalho cultural realizando meu sonho de ser um músico apreciado. Não quero fama, apenas compartilhar os momentos mágicos que me dão prazer.

Atividade musical sempre foi uma coisa que fiz em paralelo, sem interferir nas minhas atividades do dia a dia. É um “plus”.

 Mas não paro aí. No meu aniversario, ano passado, ganhei do meu filho uma BMW 600 alemã ano 1958 para restaurar. A viagem a Portugal foi para buscar peças de um “gajo” que estava vendendo. Peças de um carro de 51 anos???? Coisa rara de achar. Fui buscar. 120 Kg. Deu trabalho, mas valeu a pena. Veja a foto dela.

O carrinho já está em Canoas, RS nas mãos de um especialista em restauração.

Se a gente não sonha, viver para que?

Beijos e boa semana.Marcos Valente e seu sonho

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