Arquivo da tag: Livros

Livro autografado por Trump: minha história com o presidente eleito

trump-cover

O livro foi publicado em 1997, mas lembrando da história pensei que era mais antigo.

Por acaso passeando em Nova York e, sendo apaixonada desde sempre por livros, olhei curiosamente uma fila de autógrafos formada no lobby da Trump Tower. Decidi entrar. A fila não era grande. Àquela altura eu não conhecia a história por trás do nome, mas apenas a celebridade que precedia o nome. Meu ex-marido à época ainda tentou me alertar: “Vamos embora! Não acredito que você vai pegar autógrafo deste cara!”, mas lá fui eu. Comprei o livro, entrei na fila e esperei a minha vez. Ainda me lembro de ter trocado algumas palavras e ele ter feito alguma gracinha relacionada à mulher brasileira.

http://www.nytimes.com/books/first/t/trump-comeback.html

trump tower.jpg

A foto tirada naquele instante se perdeu, mas a lembrança da pessoa e do que hoje a mídia mostra diariamente em falas e atitudes em nada difere da postura daquele mesmo Trump de 20 anos atrás. Talvez seja esta a mesma sensação de muitos americanos que já cruzaram com o caminho dele. Tempos sombrios.

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em campanha eleitoral, Histórias, internet, leitura, livros, política, Uncategorized

“Casseta de cobro” – uma aventura inesperada no México

“Pasele” disse o guarda com um fuzil empunhado em mais uma das diversas barreiras da Polícia Federal que enfrentamos na “carretera” entre Querétaro e Guadalajara, em um enredo que remetia à série Narcos sobre Pablo Escobar, a qual acabara de assistir recentemente. 

Ao embarcar em São Paulo com destino à Feira do Livro de Guadalajara nunca poderia imaginar a aventura que seria chegar ao destino final no dia seguinte. Talvez a turbulência durante o voo pudesse ser o prenúncio de que alguma surpresa viria. No voo estava o meu companheiro da aventura do dia seguinte, o presidente da entidade que eu representaria na feira.

Sem teto para pousar na Cidade do México o avião pousou em Querétaro, uma cidadezinha sem estrutura. Algumas horas a mais de espera dentro do avião foram suficientes para especular com os cidadãos mexicanos sobre o melhor meio para chegar a Guadalajara. Voltar de ônibus com todos os passageiros para a Cidade do México e ainda ter que aguardar a conexão, nem pensar. Muito incerto e demorado. Foi quando cogitamos olhar no mapa a distância para Guadalajara e como seria ir direto para lá.

Alugar o carro foi fácil. O vendedor elogiou as estradas e não emitiu nenhum alerta por óbvias razões. O carro real também era bem pior que o da fotografia que ele havia mostrado. 

Para chegar ao destino dependeríamos do waze, que por sua vez depende dos gadgets para funcionar,  que ainda precisam de eletricidade. Falei aos meus 2 companheiros de viagem (ah o terceiro passageiro era um autor e editor que resgatamos no aeroporto quando este estava reclamando com um agente da companhia aérea sobre a solução que estavam oferecendo): deixem comigo, tenho bateria no Ipad, Iphone e no Macbook. “Você parece o Ciborg envolta com toda esta tecnologia”, fui advertida. Sem a possibilidade de usar o carregador do carro aos poucos as baterias foram acabando. Afinal, das 4h previstas para a viagem, passamos a quase 8h de viagem.

Ninguém falou sobre o trânsito em quase todo o percurso, os inúmeros trechos em obras, as diversas barreiras da polícia federal, além da dificuldade em encontrar um simples local para um lanche ou para abastecer.

Por outro lado, foi uma experiência incrível. Conhecer pela primeira vez um país desta forma, adentrando-o abruptamente em seu interior, conhecer termos e costumes locais, além de paisagens típicas, fazem valer o inesperado.

As placas ao longo da autopista ou carretera repetiam “Casseta de cobro” e logo em seguida aparecia um pedágio. Após umas boas risadas deduzimos do que se tratava. E assim foi com alguns outros termos em espanhol.

As conversas, durante a viagem, giraram em torno, logicamente, de livros, editoras e da vida em geral. E isto também tem um valor incrível que o dia a dia corrido muitas vezes não permite. Não deixa de ser uma viagem ao nosso mundo interior.

São e salvos, mesmo que exaustos, ao final restou em mim uma vontade enorme de contar para o meu amor esta história e dizer a ele: “pasele” e corra que a vida passa em um instante. Vamos logo viver o que sonhamos juntos.

  

Deixe um comentário

Arquivado em Histórias, leitura, livros

O autor no Dia do Escritor

Neste Dia do Escritor pensamos em autoria, em autor, mas o que define um autor?

Ele define-se pelo processo criativo? Pelo quanto trabalha?

As leis, os tratados internacionais, protegem o autor, definem exatamente o que vem a ser autoria?

Como adequar o conceito de autoria a nova realidade de hiperlinks midiaticos? E efeitos de copia e cola?

Na realidade reconhe-se o autor por sua personalidade. Ele coloca sua marca no texto por mais poder que a influencia de leituras passadas exerça sobre ele.

Cada autor, a despeito de utilizar as mesmas fontes, tem um processo criativo unico, uma personalidade unica, uma historia de vida unica e isto tem que ser preservado.

Ser um autor, um escritor, pode ser traduzido como um trabalho como outro qualquer, onde o intelecto se coloca a servico da criaçao de um bem que ira divertir, ensinar, fazer as pessoas imaginarem, criarem a partir dele.

Hemingway

Acima de tudo o autor  se deixa morrer para nascer o leitor, que vai ser ele mesmo um autor que ira transformar ou se deixar transformar pelo texto que consome. Uma morte figurativa, onde ele vai deixar o leitor nascer, fazer as conexoes, imaginar, sonhar a partir daquele texto.

O processo de autoria exige muito trabalho, muito suor, uma navegaçao pela historia, pelo passado, uma bagagem de vida, que sera publicado em algum meio, seja papel, seja digital, seja em uma rede liquida, em um mundo cada vez mais liquido.

Feliz Dia do Escritor!

 

 

Deixe um comentário

Arquivado em Histórias, internet, leitura, livros, Notícias

O lápis de ponta e a máquina de escrever e como mudam as formas criativas

Na coluna do Ruy Castro há dois dias na Folha de SP:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/111590-o-lapis-de-ponta-perfeita.shtml

ele falou como ainda hoje se pode viver de apontar os lápis grafite. Várias profissões ainda o utilizam e consideram importante tê-los apontados. Contou a história de um profissional apontador americano. Deu como exemplo de quem os utiliza por aqui o Helio de Almeida, diretor de arte. Sorri ao ler, pois várias vezes estive com o Helio e vi aquelas mãos criativas desenhando linhas no papel com lápis muito bem apontados, dos mais variados calibres.

Em tempos de gadgets que prometem substituir a prancheta como não lembrar também dos textos que digitamos nestes aparelhos, PC, laptop, tablet, smartphone etc. Não faz muito tempo, mas foi no século passado, as máquinas de escrever tinham a utilidade de colocar tinta no papel, a partir das teclas, que não são muito diferentes dos atuais keyboards. No meu primeiro emprego antes da faculdade ainda tiver que passar por um teste de datilografia, já naquelas modernas máquinas onde era possível corrigir os erros e até mudar de cor. Talvez por isso ainda digite rápido e com mais de um dedo.

Para quem gosta de ver estas contradições em ação, passado, presente e futuro das letras recomendo o filme “The words” ou “As palavras” com Bradley Cooper, que passou no cinema ano passado. Veja o trailer:

Como ter certeza que um manuscrito antigo, datilografado, ainda não havia sido publicado em formato de livro? Ainda não havia e-mail, pen drive, computador pessoal, mas com certeza mimiógrafo e imprensa. Talvez o personagem tivesse dado um Google em trechos do livro e não tivesse encontrado nada. Aliás, como será que o que  fazemos hoje com o Google será visto pelas gerações futuras?

Deixe um comentário

Arquivado em consumo, Histórias, internet, leitura, livros, Notícias, Uncategorized

Digital Minds Conference – The Future of Publishing Content

Incríveis a clareza e visão de futuro dos autores que palestraram até agora vs a visão mais restrita dos publishers e owners de negócios digitais. #digiconf13, @londonbookfair

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Excesso de livros publicados ou falta de leitores

Em tempos de pós-feira de livros de Frankfurt muito foi dito sobre o excesso de livros sendo editados no Brasil e a dificuldade em escoar esta produção face ao número limitado de livrarias no Brasil. Se, por um lado, somos um país com poucas livrarias (por exemplo na favela de Paraisópolis não há nenhuma, mas há 130 lanhouses), somos também um país de poucos leitores. Mesmo os leitores ativos consomem menos da metade dos livros que os leitores dos países desenvolvidos consomem em um ano. Qual seria a solução para este mercado? Reduzir a produção, lançar mais livros eletrônicos, selecionar melhor os títulos a serem publicados, aumentar as livrarias? Se você pensou em uma das alternativas anteriores acertou parcialmente, mas qualquer destas alternativas atacam o problema de forma incompleta. Só alcançaremos um novo patamar de acesso aos livros no país se aumentarmos a base de leitores. Mais leitores, mais interessados nos livros. E precisamos de mais livrarias? Sim, mas há que se alcançar estes novos leitores também de forma criativa e inovadora. Podemos citar neste sentido algumas iniciativas interessantes: além das bibliotecas nos locais carentes (hoje li a noticias que na favela de Heliópolis uma biblioteca está sendo imaugurada com “cantação de histórias”), as vending machines de livros instaladas nos metrôs com livros de 1 a 5 reais, as vendas porta-a-porta de livros feitas em massa pela Avon, que sozinha vende milhões de livros por ano, como as bancas de jornais, representam uma esperança de aumento no numero de leitores no Brasil. Logicamente que investimento em educação e outras necessidades básicas precisam evoluir lado a lado de forma a permitir que todos tenham acesso à leitura, à cultura e, assim, poder sonhar com novas perspectivas em todos os aspectos. Portanto, as editoras continuarão o trabalho árduo de produzir cada vez mais e melhor até chegarmos ao ideal de primeiro mundo em que as editores somente imprimem sob encomenda e há mercado sufciente para demandar milhares de livros, impressos ou eletrônicos.

Deixe um comentário

Arquivado em consumo, Histórias, internet, leitura, livros, Notícias

Começou mais uma Bienal do livro Rio 2011

Ontem teve início mais uma Bienal do Livro no Rio Centro. Em tempos de livro eletrônico o mercado editorial brasileiro promove o incentivo a leitura, expondo sua criação em grandes pavilhões, estandes dos mais diversos tipos e formatos, alguns visualmente muito bonitos e criativos. Longas filas se formam para os que querem aproveitar as diversas atividades, autógrafos, promoções etc. Várias escolas organizam visitas guiadas e a meninada se diverte com os personagens e cantos de leitura. Iniciativas como esta são necessárias e ainda o serão por muito tempo em nosso país, que é carente de tudo e, principalmente de cultura. O hábito da leitura é importantíssimo para que o jovem adquira um vocabulário mais amplo, para que amplie também sua visão do mundo, para que acumule conhecimento e estimule o raciocínio. Esta semana conversei com uma mãe que me disse que o melhor programa que faz com os filhos no final de semana é uma excursão a alguma livraria e que o castigo maior aos filhos é ficar sem ler. Que bom ouvir estes exemplos. Tanto faz se lêem livros impressos ou eletrônicos, o mais importante é viajar pelo mundo da leitura para um dia este leitor poder ser aquele que irá gerar conteúdo para os outros lerem. O processo da escrita depende muito do quê e do quanto se lê. Que venham mais bienais do livro!

Deixe um comentário

Arquivado em consumo, internet, livros, Notícias